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Alta de casos da doença mão-pé-boca: como se pega e como tratar

Doença viral preocupa os pais e é mais comum no outono e inverno

Por Maurício Brum 9 abr 2025, 14h54 | Atualizado em 9 abr 2025, 19h40
bebê com sintomas da doença mão pé boca
Doença acontece com frequência, mas não costuma levar a grandes complicações, salvo em crianças com comprometimentos na imunidade. (Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)
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Uma dor de cabeça para os pais de crianças pequenas, a doença mão-pé-boca costuma ter uma alta na incidência dos casos durante o outono e o inverno.

Ou seja: é época de voltar a se preocupar (mais) com essa infecção viral, que é mais comum em pequenos de até 5 anos, embora possa afetar qualquer pessoa, inclusive adultos.

A mão-pé-boca é provocada por um enterovírus do grupo Coxsackie, e deve seu apelido à forma como costuma se manifestar: a formação de bolhas que surgem nas mãos, nos pés e na boca.

Além dos sintomas externos, que são bem mais comuns, ela também pode provocar estomatite (feridas na mucosa bucal) e gerar manifestações sistêmicas como febre alta, dores pelo corpo e vômitos e diarreia, conforme o caso.

+Leia também: O que é a doença mão-pé-boca?

Como pega a mão-pé-boca?

O contágio pode se dar de forma direta ou indireta, através do contato com secreções respiratórias ou fezes de alguém que esteja com a doença (sintomática ou não). Também é possível pegá-la ao manusear objetos ou encostar em superfícies infectadas, levando depois a mão à boca ou aos olhos, por exemplo.

Por ser mais comum em crianças, é recorrente que haja surtos em creches ou escolas, até pela dificuldade de higienizar o ambiente de forma constante. A transmissão por vias respiratórias também explica o aumento de casos em épocas de temperaturas mais baixas, quando há aglomeração em lugares fechados.

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Embora a doença não costume ser grave, ela é altamente contagiosa. E exige atenção especial em bebês menores ou com comprometimento imunológico, já que alguns sorotipos do vírus podem provocar complicações neurológicas.

Além disso, as lesões bucais podem dificultar a hidratação dos pequenos, exigindo um cuidado a mais de pais e cuidadores para evitar que a criança fique sem tomar água.

Como tratar?

Não existe um tratamento específico para a doença mão-pé-boca e a infecção costuma se resolver sozinha em até uma semana.

Em geral, o tratamento busca aliviar os sintomas: são recomendados analgésicos e antitérmicos para as dores e febres, além de uma indicação para reforçar a hidratação que pode ser afetada pela dificuldade em tomar água por conta das lesões na boca.

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Que pomada usar?

Quanto às pomadas, sua indicação deve ser feita sempre por um médico, com base na característica das lesões e na parte do corpo afetada.

Além disso, é preciso confirmar com um profissional de saúde sobre as indicações pediátricas do medicamento, já que as dosagens e substâncias podem ser diferentes daquelas utilizadas por adultos.

Em geral, pomadas com óxido de zinco ou dexpantenol (esta, bem conhecida pelo nome comercial Bepantol) costumam ser indicadas para a cicatrização externa.

Já para aftas e lesões na mucosa bucal, adultos podem recorrer a medicamentos à base de triancinolona acetonida, mas esse corticostereoide exige cuidado no caso das crianças, e só deve ser utilizado com a devida indicação de um pediatra.

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