TORÇA, VIBRE E ASSINE: planos a partir de R$7,99. Assine e faça parte do programa de benefícios Abril Signature: descontos, cashback, sorteios e muito mais.

Índice da USP que avalia qualidade da dieta inclui ultraprocessados

A inclusão desse tipo de alimento no índice reconhece o papel deles no risco de doenças cardiovasculares

Por Agência Fapesp* 14 abr 2022, 18h33
alimentos minimamente processados
Este é o primeiro índice de qualidade da dieta que considera recomendações de uma dieta saudável para saúde cardiovascular e que inclui ultraprocessados em sua métrica, afirma autor da ferramenta  (Foto: Christopher Williams/Unsplash/Divulgação)
Continua após publicidade

Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) desenvolveram um novo índice para avaliar a qualidade da dieta da população brasileira.

O material foi feito com base nas recomendações de alimentação saudável propostas pela American Heart Association (AHA), entidade norte-americana que financia pesquisas na área de cardiologia e estabelece diretrizes voltadas à prevenção e ao tratamento de doenças cardiovasculares.

O trabalho foi publicado na revista científica Frontiers in Nutrition.

“Este é o primeiro índice de qualidade da dieta que considera recomendações de uma dieta saudável para saúde cardiovascular e que inclui ultraprocessados em sua métrica”, explica Leandro Cacau, que criou a ferramenta durante seu doutorado, realizado com apoio da Fapesp no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Nutrição em Saúde Pública da FSP-USP.

O estudo foi orientado pela professora do Departamento de Nutrição Dirce Maria Lobo Marchioni.

Continua após a publicidade

O novo índice consiste em 11 grupos de alimentos, dos quais possuem efeitos benéficos na saúde cardiovascular: frutas, vegetais, peixes e frutos do mar, cereais integrais, leguminosas (feijão), nozes e castanhas, além de laticínios.

+ Assine VEJA SAÚDE a partir de R$ 9,90

Ao passo que carne vermelha, bebidas açucaradas, carne processada e ultraprocessados devem ser evitados ou terem consumo reduzido.

“A inclusão de ultraprocessados no índice vai ao encontro do último relatório da AHA, que reconheceu o papel desses alimentos no risco de doenças cardiovasculares”, acrescenta o pesquisador.

O índice foi aplicado em mais de 14 mil brasileiros participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Os resultados demonstraram que os indivíduos atingem cerca de 38% das recomendações dietéticas para saúde cardiovascular.

Continua após a publicidade

As mulheres, os idosos, os não fumantes e os praticantes de atividade física possuem maiores pontuações no índice, indicando que possuem maior adesão às recomendações propostas para saúde cardiovascular, em linha com o que é recomendado pela entidade norte-americana. Além disso, o índice proposto foi associado com maior qualidade global da dieta avaliada por outro indicador, o que evidencia a validade do índice desenvolvido”, explica o autor.

Segundo Cacau, “um índice de avaliação da dieta funciona como um instrumento capaz de indicar se a população está seguindo determinadas recomendações dietéticas”, explica.

“Neste caso, os resultados poderão sinalizar se a população está atingindo as recomendações de uma dieta saudável para a saúde cardiovascular. É um tema importante, já que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em âmbito global”, acrescenta.

Espera-se que o índice possa ser aplicado por outros pesquisadores e que ele seja utilizado em estudos que relacionem a dieta com desfechos de saúde, especialmente com hipertensão, diabetes e obesidade, fatores determinantes de doenças cardiovasculares.

Continua após a publicidade

+ LEIA TAMBÉM: Relatório aponta vantagens de tributar produtos não saudáveis

A AHA publica anualmente um relatório sobre a situação mundial em relação às doenças cardiovasculares, incluindo os números prevalentes e incidentes, bem como seus meios de prevenção.

O relatório orienta a adoção de hábitos de vida saudáveis, incluindo uma dieta rica em frutas e verduras, leguminosas, peixes, nozes e castanhas, enquanto moderada em bebidas açucaradas, gordura saturada e sódio, como fator de prevenção e controle de doenças cardiovasculares.

A pesquisa contou com a colaboração de cientistas do Hospital do Coração de São Paulo, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Continua após a publicidade

Este texto foi originalmente publicado por Agência Fapesp. 

[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjc4OTYzLCJ0aXRsZSI6IkRpYSBkYSBNZW50aXJhOiBjb25oZSYjeEU3O2EgMTEgbWl0b3Mgc29icmUgYWxpbWVudGEmI3hFNzsmI3hFMztvIGUgZW1hZ3JlY2ltZW50byJ9LHsiaWQiOjc0OTExLCJ0aXRsZSI6IkluY2x1aXIgZXJ2YXMgZSB0ZW1wZXJvcyBuYSBhbGltZW50YSYjeEU3OyYjeEUzO28gYWp1ZGEgYSByZWR1emlyIGEgcHJlc3MmI3hFMztvIGFydGVyaWFsIn0seyJpZCI6NzY1MDUsInRpdGxlIjoiRiYjeEY0O2xlZ28gcGFyYSBvIGNvcmEmI3hFNzsmI3hFMztvIGNhbnNhZG8ifV0=[/abril-veja-tambem]

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Saúde

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Saúde

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).