Remédio é testado para melhorar funções cerebrais frente ao Down
No Dia Internacional da Síndrome de Down, cientistas revelam buscar um tratamento que aprimore memória, raciocínio e afins diante dessa condição genética
O Dia Internacional da Síndrome de Down de 2018 traz expectativas de boas notícias no futuro. Isso porque cientistas do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, vinculado ao Hospital Albert Einstein (SP), e da Universidade Case Western Reserve (EUA) anunciaram o andamento de experimentos com uma droga que poderia melhorar capacidades cerebrais de adolescentes e adultos jovens com essa condição.
A droga testada se chama memantina e já é empregada em indivíduos com Alzheimer. Nesse caso, ela ajuda a preservar células cerebrais e, assim, conter os sintomas da demência.
Na síndrome Down, os pesquisadores pretendem examinar esse fármaco em voluntários do Brasil e dos Estados Unidos, de 15 a 32 anos. Parte tomará a memantina e será comparada a outra que receberá um comprimido inócuo (placebo).
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Após 16 semanas, várias funções cerebrais serão analisadas. Além disso, os pacientes serão submetidos a testes de memória, comunicação, aprendizado e por aí vai. Em paralelo, questões de segurança e tolerância ao tratamento serão destrinchadas. No momento, 42 americanos e 23 brasileiros estão sendo avaliados.
“Esse tipo de pesquisa pode trazer impacto positivo na qualidade de vida de quem tem síndrome de Down”, analisa a pediatra Ana Claudia Brandão, uma das profissionais envolvidas na investigação, do Hospital Israelita Albert Einstein, em comunicado.
O trabalho deve ser concluído em 2019 – e está com as inscrições abertas aos indivíduos com síndrome de Down que desejarem participar. Os voluntários brasileiros e seus familiares podem entrar em contato para mais informações pelo estudosd@einstein.br





