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Síndrome de HELLP: entenda quadro que levou Lexa a ter parto prematuro

Cantora anunciou falecimento da filha três dias após o parto por complicações de pré-eclâmpsia

Por Valentina Bressan
10 fev 2025, 17h52
Sofia_Lexa
Cantora postou homenagem à filha nas redes sociais (Instagram/Reprodução)
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A cantora Lexa, 29, anunciou nas redes sociais nesta segunda-feira (10) o falecimento de sua filha recém-nascida, Sofia.

Nascida em 2 de fevereiro, Sofia faleceu no dia 5 em decorrência de complicações do parto prematuro. No Instagram, a cantora relatou que, durante a gestação, enfrentou um quadro grave de pré-eclâmpsia precoce com síndrome de HELLP.

Lexa foi internada no final de janeiro para monitoramento da pré-eclâmpsia, condição cujo sintoma principal é o aumento da pressão arterial da gestante, que costuma aparecer depois da 20ª semana de gestação.

A cantora deu à luz com 25 semanas e 4 dias de gravidez, idade gestacional considerada de prematuridade extrema.

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O que é síndrome de HELLP?

A síndrome HELLP é uma complicação da pré-eclâmpsia. O nome vem de um acrônimo em inglês que resume as principais consequências do quadro: a hemólise, ou seja, destruição dos glóbulos vermelhos; a elevação de enzimas no fígado; e a redução na contagem de plaquetas.

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Os sintomas da síndrome são similares aos da pré-eclâmpsia, incluindo dores abdominais – especialmente na parte superior do abdômen – e ao respirar, náuseas, cefaleia e inchaço. Não se sabe ao certo a causa para o desenvolvimento da síndrome. Em alguns casos menos frequente, a síndrome de HELLP pode ocorrer sem que a gestante apresente pré-eclâmpsia.

Para a mulher, as complicações decorrentes da síndrome de HELLP incluem problemas de coagulação e hemorragias; falência renal; sangramentos no fígado; edema pulmonar; e descolamento de placenta. Danos graves aos rins e ao fígado, bem como AVCs, podem ocorrer a partir do quadro.

As complicações mais graves para o bebê estão relacionadas à prematuridade. A criança também pode nascer com síndrome da angústia respiratória, problemas sanguíneos e peso abaixo do normal.

A principal medida de manejo da síndrome é estabilizar a pressão arterial da gestante e realizar o parto. Às vezes, é possível receitar medicações para incentivar o desenvolvimento pulmonar de bebês muito prematuros antes de realizar o parto. Sulfato de magnésio pode ser aplicado para o tratamento – como foi no caso de Lexa.

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Não há nenhuma maneira garantida de evitar a condição: o mais recomendado pelos médicos é fazer o acompanhamento pré-natal correto, manter bom condicionamento físico, ter uma dieta adequada e tratar problemas crônicos de saúde. O uso de aspirina pode ser indicado para algumas gestantes.

+Leia também: O que é pré-eclâmpsia? Saiba identificar sintomas e riscos

Quais os sinais de pré-eclâmpsia?

Além do aumento da pressão arterial da gestante, a pré-eclâmpsia pode provocar elevação dos níveis de proteínas na urina.

A causa da condição não é plenamente conhecida. Uma das possibilidade é que o quadro se desenvolva por conta de problemas na fixação da placenta na parede do útero, o que provocaria alterações sanguíneas.

A pré-eclâmpsia é considerada uma inflamação sistêmica do organismo, e é a principal causa de morte materna. Para além do parto, a complicação pode trazer problemas cardiovasculares – tais quais hipertensão e insuficiência coronariana – que acompanham a mulher pelo resto da vida.

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Embora a pré-eclâmpsia possa não provocar qualquer sintoma, alguns sinais são indicativos da complicação:

  • Inchaço nas pernas, nas mãos ou no corpo inteiro;
  • Náuseas;
  • Ganho de peso excessivo;
  • Dor no abdômen.

Outra série de sintomas indica que o quadro pode evoluir para eclâmpsia – quando ocorrem convulsões. São eles:

  • Dores de cabeça intensas;
  • Alterações na visão;
  • Confusão mental.
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A gestante precisa ser monitorada durante e após o parto, já que a pré-eclâmpsia aumenta o risco de AVC mesmo depois do nascimento do bebê.

 

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