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PrEP injetável: conheça as vantagens e quando chega ao SUS

Custando R$ 4 mil, primeiro medicamento de longa ação na prevenção ao HIV reduz riscos de esquecimento, mas incorporação na rede pública ainda está em análise

Por Maurício Brum 21 out 2025, 09h00
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Medicamento pode melhorar a adesão à estratégia preventiva contra o HIV (Dulla/Veja Saúde)
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Desde o final de agosto, está disponível no Brasil o primeiro medicamento injetável de longa ação capaz de prevenir contra o HIV. Comparado em sua ação à PrEP (profilaxia pré-exposição) disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), ele traz a vantagem de contar com efeitos que perduram por até 60 dias.

Apelidado de “PrEP injetável”, o medicamento da farmacêutica GSK tem um preço de R$ 4 mil e ainda não tem previsão de chegar ao SUS, o que tende a dificultar o acesso em um primeiro momento.

Entenda melhor os benefícios do novo fármaco e o caminho até sua possível chegada ao sistema público de saúde.

O que é a PrEP injetável? Que vantagens ela traz?

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Embalagem internacional do Apretude, primeiro PrEP de longa ação liberado no Brasil (./Divulgação)

O medicamento em questão é o cabotegravir, que chega ao Brasil com o nome comercial de Apretude. A substância foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023.

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Aplicado por via intramuscular, ele tem indicação semelhante à PrEP oral: é voltado a pessoas sexualmente ativas, com mais de 15 anos e 35 kg, que se entendem em risco aumentado de exposição ao HIV.

A grande vantagem em relação à PrEP tradicional não é tanto por uma diferença na eficácia, mas pelo aumento da adesão: devido à longa duração, o cabotegravir só exige uma aplicação a cada dois meses para conferir seu efeito protetor, evitando os riscos que vêm com o esquecimento ou o abandono das doses no PrEP oral de uso diário.

Quanto maior a adesão, menor a chance de contrair o HIV.

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+Leia também: PrEP: o que é, como funciona e quem pode usar o método de prevenção ao HIV

Por 48 semanas entre 2023 e 2024, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fez um estudo de acompanhamento com mais de 1,4 mil pacientes com idades entre 18 e 30 anos que nunca haviam utilizado PrEP e tiveram a opção de escolher entre a modalidade injetável ou oral.

No grupo que optou pelo cabotegravir, 94% receberam as injeções no período correto; já entre aqueles que optaram pelo PrEP oral diário, a taxa de cobertura acabou ficando em apenas 58% dos participantes.

Quando a PrEP injetável chegará ao SUS?

Os estudos demonstram o potencial do cabotegravir em reduzir ainda mais os riscos de contágio por HIV no Brasil, um argumento favorável a sua possível disponibilização no SUS. A GSK, farmacêutica responsável pelo medicamento, também argumenta que a PrEP injetável poderia prevenir cerca de 385 mil casos de HIV no país em uma década, economizando R$ 14 bilhões em tratamentos.

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Um processo está em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que bate o martelo sobre as vantagens sanitárias e econômicas de incluir novos medicamentos no SUS. No entanto, não há uma data para o parecer, nem confirmação de que o PrEP injetável efetivamente será incorporado à rede pública.

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