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Linfoma de Hodgkin: o que é, principais sintomas e tratamentos

Tumores que afetam o sistema linfático podem se desenvolver em diversas partes do corpo

Por Lucas Rocha
14 fev 2025, 16h18
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Caroços na região do pescoço podem ser sinais de um linfoma e merecem avaliação (Foto: Ava Sol/Unsplash)
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O linfoma é um tipo de câncer do sangue, assim como a leucemia. No entanto, ele afeta especificamente o sistema linfático, que consiste em uma rede de vasos e tecidos que percorrem o corpo e fazem parte do sistema de defesa do organismo.

O tumor se desenvolve principalmente nos linfonodos, pequenas estruturas também chamadas de gânglios linfáticos, que atuam na proteção contra ameaças.

Os fatores de risco não são completamente esclarecidos pela ciência. Uma das hipóteses para o surgimento do problema é a exposição à radiação e a outros produtos químicos, como o benzeno e pesticidas. As chances também são aumentadas para quem tem o sistema imunológico comprometido, além daqueles que convivem com infecções pelo HIV ou pelo vírus Epstein-Barr.

A doença é classificada em dois tipos, que se diferenciam com base na maneira como o câncer se espalha. Os linfomas de Hodgkin se disseminam de forma ordenada, a partir de um grupo de linfonodos para o outro, por meio dos vasos linfáticos. No caso dos linfomas não Hodgkin, o espalhamento ocorre sem uma organização.

Além disso, há diversos subtipos, definidos de acordo com a célula afetada e a velocidade com que a condição avança pelo organismo. A cada ano, são registrados cerca de 3 mil casos e 500 mortes no Brasil, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

+ Leia também: O que você precisa saber sobre a leucemia

O que é o linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer com origem no sistema linfático, que reúne os linfonodos, tecidos que produzem células de defesa e vasos que as transportam através do corpo.

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“Pode acometer pessoas de qualquer idade, porém, é mais comum em pessoas jovens, com alta prevalência entre os 15 e 35 anos, e entre aquelas acima dos 50. Trata-se do câncer mais comum em adolescentes e jovens adultos e corresponde a cerca de 2% de todos os cânceres no mundo”, afirma o médico onco-hematologista Otavio Baiocchi, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Quais são os sintomas do linfoma de Hodgkin?

Considerando que a doença pode surgir em qualquer parte do corpo, a manifestação de sintomas depende da localização do tumor.

Em geral, os linfomas são observados nos gânglios linfáticos, levando a um aumento de volume em diversos pontos, como pescoço, axilas, virilha e na região do abdômen.

“Os sinais podem ser variados e inespecíficos, incluindo inchaço dos linfonodos, febre persistente, suores noturnos, perda de peso significativa, cansaço excessivo, coceira generalizada no corpo, incômodos gastrointestinais, tosse e dificuldades respiratórias devido à compressão de vias aéreas”, pontua Baiocchi.

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+ Leia também: Linfoma: depois de perder a esperança, uma nova chance de viver

Como é feito o diagnóstico do linfoma?

A identificação precoce do câncer é essencial para aumentar as chances de cura. Em geral, ela é feita a partir da manifestação de sintomas da doença.

De acordo com o Inca, não há evidência científica de que o rastreamento do linfoma de Hodgkin ofereça mais benefícios do que riscos. Por isso, até o momento, ele não é recomendado.

Para que o diagnóstico seja confirmado, é necessário realizar a biópsia da área afetada. O procedimento cirúrgico envolve a retirada de uma fração de tecido ou do linfonodo inteiro para posterior análise pelo médico patologista.

Além de confirmar o quadro, a avaliação permite classificar o tumor de acordo com subgrupos e subtipos, o que contribui também para a definição das melhores estratégias para o tratamento.

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“Infelizmente, segundo dados do Registro Brasileiro Prospectivo de Linfoma de Hodgkin, a grande maioria dos pacientes, cerca de 70%, é diagnosticada em estágio avançado, o que reduz as chances de cura e exige tratamentos mais intensivos”, destaca o médico.

“Quanto mais tempo os sintomas persistem sem diagnóstico, maior é a fragilidade do paciente e pior o prognóstico, mesmo sendo uma doença potencialmente curável”, acrescenta Baiocchi.

+ Leia também: Com as garras no câncer: os avanços da imunoterapia contra tumores

Como é feito o tratamento de um linfoma?

A definição da linha terapêutica considera um conjunto de fatores, como as características do tumor, as condições físicas do paciente e a presença de outras doenças associadas.

Pode ser utilizada a quimioterapia, associada ou não à radioterapia. “Em casos específicos, podem ser necessárias imunoterapias ou transplante de medula óssea”, resume o médico.

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Após a conclusão, os pacientes devem ser acompanhados em consultas periódicas. Em casos de retorno da doença, são avaliadas alternativas de acordo com a primeira opção utilizada.

“Cerca de 90% dos pacientes alcançam a cura, especialmente quando diagnosticados precocemente. Para muitos, isso significa uma vida longa, saudável e com boa qualidade, permitindo o retorno às atividades normais”, conclui.

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