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Histeroscopia: conheça o exame que observa interior do útero

O procedimento permite verificar a integridade do órgão e identificar doenças ginecológicas como miomas e pólipos

Por Gabriel Bortulini 14 fev 2025, 10h50
Histeroscopia
Exame utiliza tubo fino e flexível para fazer biópsias ou tratamentos no útero e no colo do útero (Freepik/Freepik)
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A histeroscopia é o exame mais recomendado para identificar possíveis alterações ginecológicas no útero e no colo do útero.

O exame é realizado com auxílio do histeroscópio, instrumento formado por um tubo longo e fino contendo uma câmera. A partir da imagem transmitida, é possível verificar a integridade e a saúde do útero, o que permite realizar um diagnóstico precoce e indicar o melhor tratamento caso algum problema seja identificado.

O equipamento também permite fazer biópsias e alguns procedimentos cirúrgicos. 

Como funciona a histeroscopia?

De acordo com o propósito do exame, a histeroscopia pode ser classificada em dois tipos.

A histeroscopia diagnóstica pode ser feita no próprio consultório ou em um hospital. Tem o objetivo de diagnosticar possíveis alterações como: miomas, pólipos, malformações, tumores, entre outras patologias. Por meio do exame, pode-se coletar amostras do tecido uterino para serem analisadas em biópsias.

Quando alguma alteração é identificada, a histeroscopia cirúrgica permite fazer procedimentos necessários, como a retirada de miomas, pólipos, tecido endometrial e aderências uterinas. A cirurgia é realizada em hospitais e exige anestesia.

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+Leia também: Câncer de colo de útero está com os dias contados

 Quando a histeroscopia é indicada?

A histeroscopia diagnóstica é solicitada para investigar doenças. A recomendação surge quando a paciente relatar sintomas como sangramentos anormais, infertilidade ou dificuldade para engravidar, dor pélvica crônica ou caso houver alterações no ultrassom. Entre outros problemas, o exame pode ajudar a detectar:

  • Miomas ou pólipos;
  • Aderências uterinas;
  • Malformações congênitas;
  • Adenomiose;
  • Suspeitas de câncer endometrial.

Se alguma dessas condições for confirmada, o ginecologista responsável pode solicitar uma histeroscopia cirúrgica. Trata-se de um procedimento mais demorado e complexo, que exige raquianestesia ou anestesia geral.

Cuidados com o exame

Em geral, a histeroscopia apresenta poucos riscos. Grávidas não podem fazer exame de histeroscopia – é importante alertar o médico se você estiver gestando ou se houver suspeita de gravidez.

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O procedimento pode causar desconforto, bem como eventuais sangramentos, cólica e infecções.

No caso da histeroscopia cirúrgica, pode haver reação alérgica à anestesia.  Na maioria dos casos, contudo, a recuperação da histeroscopia é de poucos dias. Relações sexuais devem ser evitadas nos dias seguintes ao exame.

Para minimizar esses riscos, é fundamental que o procedimento seja realizado por um ginecologista especializado. 

 

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