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Existe chá para gordura no fígado?

Infusões até podem ajudar (levemente) com os sintomas, mas não “secam” nem “eliminam” a esteatose hepática

Por Maurício Brum 27 jan 2026, 19h34
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Alguns chás podem contribuir para aliviar sintomas, mas param nisso (Freepik/Freepik)
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Se você buscar pela internet, é bem fácil ser bombardeado com dicas de chás para a gordura no fígado, uma lista que inclui opções como o chá verde, de gengibre, de boldo, de dente-de-leão e até de orégano, entre muitos outros.

São promessas de eliminar ou secar a gordura desse órgão e desintoxicá-lo, com frequência acompanhadas de comentários sugerindo que aquela infusão é um segredo que “a indústria farmacêutica” ou “os médicos” não querem que você saiba.

Cuidado para não cair em ciladas!

É preciso deixar claro: os chás não curam a esteatose hepática, nome técnico para o acúmulo de gordura no fígado. Mas alguns podem ajudar a aliviar sintomas, desde que sejam usados de forma complementar e nunca substituam um tratamento de saúde indicado pelo médico – é daí, aliás, que costuma vir a confusão sobre seus benefícios.

Entenda melhor essa história.

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+Leia também: Por que você deveria dar mais atenção ao seu fígado – e tomar cuidado com promessas por aí

O que os chás de fato fazem?

Chás tipicamente indicados para enfrentar a gordura no fígado atuam, principalmente, de modo a aliviar os sintomas causados por esse problema. Alguns deles também podem contribuir, de forma modesta, para regular melhor a forma como o corpo lida com a absorção de gorduras, o que confere um potencial hepatoprotetor.

O combate aos incômodos provocados pela esteatose hepática vem de compostos anti-inflamatórios e antioxidantes encontrados em algumas dessas infusões. O chá verde e o chá de gengibre costumam ser os mais indicados para isso: são as infusões cuja capacidade de ajudar tem evidências científicas mais robustas.

No entanto, vale reforçar: esses efeitos devem ser sempre em termos de redução de danos e prevenção de problemas ainda piores. Os chás não eliminam a gordura que você já tem no fígado, e acreditar que eles podem solucionar esse tipo de problema acaba expondo a saúde a mais perigos no longo prazo. O risco maior é deixar de seguir um tratamento médico eficaz por acreditar que a receita caseira é suficiente.

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Como combater a gordura no fígado (de verdade)?

Há duas causas mais comuns para a esteatose hepática e, nos dois casos, é fundamental buscar uma mudança de hábitos para enfrentar o problema: a obesidade e o consumo excessivo de álcool são os motivos mais recorrentes para desenvolver a gordura no fígado.

No caso da obesidade, sair de uma rotina sedentária e adotar hábitos alimentares mais saudáveis são maneiras de começar a encarar a questão. Pode ser uma boa ideia procurar um nutricionista para elaborar um plano alimentar. Já em relação ao álcool, se ele já está se manifestando na forma de problemas hepáticos, é urgente reduzir e, se conseguir, eliminar definitivamente a bebida.

Outras causas para a gordura no fígado estão associadas a doenças subjacentes. Diabetes tipo 2, síndrome metabólica e colesterol alto são alguns dos problemas que podem levar à esteatose hepática. Nesses casos, é necessário seguir o tratamento indicado pelo médico, o que costuma envolver remédios, além de adotar hábitos mais saudáveis de modo geral.

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