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Estilo de vida saudável reduz significativamente a dor nas costas

Cuidado focado no comportamento apresenta benefícios em comparação com o tratamento padrão, incluindo redução da incapacidade e perda mais expressiva de peso

Por Lucas Rocha
20 jan 2025, 12h00
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A lombalgia é um tipo de dor relativamente comum na população (Ilustração: Veja Saúde/Veja Saúde)
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Uma das principais causas de incapacidade, a dor nas costas acompanha milhões de pessoas pelo mundo. A condição pode ser causada por alterações estruturais, degenerativas e até por fatores psicossociais.

O tratamento esbarra, muitas vezes, na falha em promover um alívio duradouro do incômodo.

“O cuidado envolve uma abordagem multidisciplinar que combina uso de medicamentos direcionados à melhora dos sintomas dolorosos, reabilitação física, mudança do estilo de vida, e, em situações específicas, intervenções cirúrgicas”, pontua a ortopedista Maria Fernanda Caffaro, especialista em coluna e diretora da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Nesse contexto, um novo estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, publicado no JAMA Network Open, aponta uma possível solução para o problema. Integrar o cuidado terapêutico a mudanças no estilo de vida pode reduzir a incapacidade e melhorar significativamente a qualidade de vida.

+ Leia também: Como uma dor se torna crônica?

Para chegar aos resultados, os pesquisadores reuniram 346 voluntários com dor lombar crônica e pelo menos um fator de risco, como obesidade, dieta inadequada, hábitos sedentários ou tabagismo.

Eles foram divididos em dois grupos, que tiveram encaminhamentos distintos. Uma parte contou com cuidados fisioterapêuticos padronizados, baseados em diretrizes para controle da dor.

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A outra recebeu, ao longo de seis meses, o suporte de fisioterapeutas, nutricionistas e treinadores de saúde por telefone. Basicamente, uma forcinha para descobrir quais hábitos podem estar influenciando a dor nas costas, como peso, sedentarismo, dieta inadequada, sono ruim, tabagismo ou uso excessivo de álcool.

O programa focado no estilo de vida mostrou vários benefícios em comparação com o tratamento padrão, incluindo redução da incapacidade e perda mais expressiva de peso. Os autores defendem que a resolução da dor lombar precisa se concentrar em outros pontos além das costas em si.

“Nossos corpos não são como máquinas, somos mais como ecossistemas onde muitos fatores interagem e determinam como trabalhamos e nos sentimos. A dor nas costas não é diferente. Então, quando alguém não melhora, deve esperar receber cuidados abrangentes sobre uma série de quesitos de saúde, não apenas um foco no que está acontecendo em sua coluna”, afirma o médico Christopher Williams, líder do estudo e professor da Universidade de Sydney, em comunicado.

+ Leia também: As três dimensões da dor

Desgaste inevitável

A degeneração da coluna vertebral é um processo natural e progressivo associado ao envelhecimento.

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Na região lombar, onde as forças exercidas durante o movimento são maiores, as alterações nocivas tendem a ser mais frequentes e clinicamente mais relevantes do que em outros pontos da coluna vertebral.

“Esse processo envolve várias estruturas, como discos intervertebrais, articulações, ligamentos, músculos e corpos vertebrais. Todas essas estruturas podem ser responsáveis pelo quadro doloroso”, explica Fernanda.

Embora o desgaste seja inevitável com o passar dos anos, a velocidade e os sintomas podem variar entre indivíduos.

“Embora seja impossível prevenir completamente, a prática de exercícios físicos, o controle de fatores de risco como a manutenção do peso corporal, manter uma vida ativa, boa postura e atividades regulares podem minimizar as consequências clínicas”, afirma a ortopedista.

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O estudo ressalta a necessidade de uma mudança no tratamento em direção aos fatores de estilo de vida que podem fazer a diferença.

“O tratamento da dor lombar crônica deve ser individualizado, focando na causa subjacente e nas necessidades do paciente. O manejo ideal combina métodos que aliviem a dor, restaurem a função e promovam a qualidade de vida”, conclui Fernanda.

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