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Esclerodermia: conheça a doença que “endurece” a pele

Apesar da manifestação cutânea ser o problema mais visível, essa condição sem cura pode impactar severamente a qualidade de vida e atingir outros órgãos

Por Maurício Brum
Atualizado em 12 dez 2024, 17h56 - Publicado em 12 dez 2024, 17h55
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Quando fica restrita à pele, a esclerodermia é considerada localizada (AVM/CC BY 3.0/Wikimedia Commons)
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De origem grega, o nome da esclerodermia já dá uma pista: skleros indica algo duro, e derma significa pele. Essa doença reumatológica autoimune se caracteriza exatamente por isso, provocando endurecimento da pele, que também muda de cor.

Em algumas situações, o problema pode se tornar sistêmico, afetando também outros órgãos.

O que faz a esclerodermia surgir?

Não se sabe exatamente o que causa a esclerodermia. O problema tem origem autoimune e é mais comum em pessoas do sexo feminino. Apesar das alterações cutâneas provocarem estranhamento estético, a condição não é contagiosa nem tem relação direta com qualquer problema transmissível, embora possa ser desencadeada após processos infecciosos.

+Leia também: Batalha interna: o que se sabe sobre doenças autoimunes e como tratá-las

A esclerodermia pode ser considerada localizada ou sistêmica, conforme as partes do corpo afetadas. Na versão localizada, a manifestação se limita à pele. Ela pode ainda ser subdividida em morfeia (“placas” de pele endurecidas com alteração de cor) e linear (um espessamento vertical em forma de linha).

Já na esclerodermia sistêmica, diferentes órgãos podem ser atingidos, como o pulmão e o esôfago, o que pode gerar comprometimentos moderados a severos na qualidade de vida do paciente.

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Quais os sintomas da esclerodermia?

Como o nome da doença indica, o endurecimento da pele é o sintoma clássico da esclerodermia. Outros sintomas incluem:

  • o chamado fenômeno de Raynaud (alteração da cor nas extremidades do corpo, geralmente associada ao frio) é um dos primeiros sinais;
  • endurecimento e dor nas articulações;
  • dificuldade para engolir ou respirar, em casos sistêmicos;
  • úlceras cutâneas;
  • refluxo;

Nos estágios iniciais e localizados, o diagnóstico da esclerodermia pode ser dificultado devido aos sintomas pouco específicos. Exames complementares de sangue e de imagem podem ser solicitados para avaliar a natureza autoimune do problema e o funcionamento de órgãos potencialmente afetados.

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Como tratar a esclerodermia?

A melhor abordagem depende do tipo de esclerodermia e do estágio em que a doença é diagnosticada, além de fatores individuais de saúde de cada paciente. A condição não tem cura, mas pode ser manejada para controlar a progressão dos sintomas e frear sua evolução para quadros mais incapacitantes.

Medicamentos de uso tópico podem ser empregados para as lesões na pele, enquanto remédios injetáveis ou de uso oral são indicados para casos mais graves ou sistêmicos. Corticoides e imunossupressores geralmente são necessários, bem como a realização rotineira de exames para monitorar o avanço do quadro.

O recomendado é contar com acompanhamento multidisciplinar, com médicos da área da reumatologia e dermatologia, para determinar as melhores estratégias para cada paciente.

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