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Chikungunya e dengue: quem pode tomar as vacinas no SUS (e onde)?

Nova vacina da dengue está em ampliação gradual para chegar a todo o público-alvo. Já o imunizante da chikungunya só é testado em municípios-piloto

Por Maurício Brum 3 mar 2026, 15h16
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Vacina brasileira contra a dengue já foi testada na população de 12 a 59 anos (Andriy Onufriyenko/Getty Images)
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A chegada de uma nova vacina contra a dengue e de um inédito imunizante contra a chikungunya aumentam as esperanças de reduzir os casos e mortes relacionados a duas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti a partir de 2026.

A ampliação da oferta, possibilitada por duas vacinas produzidas no Instituto Butantan, ainda ocorre de forma gradual. Enquanto a proteção contra a dengue tem previsão de atingir todos os brasileiros no público-alvo (de 15 a 59 anos), a vacina da chikungunya só será aplicada em cidades-piloto neste primeiro momento.

Veja o que já se sabe sobre a distribuição das vacinas.

Vacina contra a dengue será disponibilizada em todo o país

Desde a segunda semana de fevereiro, o Ministério da Saúde vem vacinando profissionais de saúde da atenção primária que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. A expectativa é proteger até 1,2 milhão de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários que atuam na linha de frente.

Pouco a pouco, a ideia é que a vacina seja ampliada para outros públicos, de forma gradativa. O imunizante desenvolvido pelo Butantan, conhecido como Butantan-DV, é aplicado em dose única e está indicado para pessoas de 15 a 59 anos. Ele será distribuído em todo o país, começando pelas faixas etárias mais velhas e expandindo para idades menores conforme as doses forem sendo disponibilizadas.

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Ainda não há um calendário definido para a entrega de todas as doses, mas a boa notícia é que isso pode ocorrer mais rápido do que o previsto: no final de fevereiro, o Instituto Butantan anunciou que vai antecipar para este semestre a entrega de 1,3 milhão de doses da vacina, dobrando a oferta prevista para a primeira metade do ano.

Confira junto à secretaria de saúde da sua cidade como está a situação da distribuição e do público-alvo atendido neste momento.

Desde janeiro, a vacina também já é distribuída de forma acelerada para todas as faixas etárias em três municípios-piloto que estão sendo acompanhados para estudar os impactos do imunizante em grupos mais amplos: Botucatu, em São Paulo; Maranguape, no Ceará; e Nova Lima, em Minas Gerais.

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Além da Butantan-DV, a outra vacina contra a dengue atualmente aplicada pelo SUS é a japonesa Qdenga, com indicação diferente: ela tem como público-alvo crianças de 10 a 14 anos, e precisa ser feita em esquema com duas doses. Sua disponibilização também foi ampliada para o país inteiro.

Vacina contra a chikungunya ainda está em fase de implementação

Outra novidade para 2026 é a chegada da inédita vacina contra a chikungunya, a primeira do tipo no mundo, mas ela ainda não está disponível de forma ampla no SUS.

Em função do número limitado de doses, esse imunizante fabricado graças a uma parceria do Butantan com a farmacêutica franco-austríaca Valneva só está sendo aplicado em residentes de áreas prioritárias (que são definidas de acordo com o cenário epidemiológico), com idades de 18 a 59 anos.

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Até aqui, a estratégia piloto contempla 10 municípios de Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe, embora nem todas as cidades escolhidas tenham sido divulgadas oficialmente. A vacina já está disponível na rede pública de Sabará e Congonhas (ambas em MG), Maracanaú (CE), Simão Dias (SE) e Mirassol (SP).

Os resultados dessa fase vão ajudar a definir as estratégias para uma eventual ampliação e incorporação da vacina ao SUS.

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