Os perigos do carrapato-estrela para a saúde
Principal vetor da febre maculosa, o aracnídeo se hospeda em animais domésticos e silvestres e sua presença é mais comum em áreas de desmatamento

O carrapato-estrela — cujo nome científico é Amblyomma cajennense —, também conhecido como micuim, é um aracnídeo presente em diversas partes do Brasil.
A espécie é bastante conhecida por ser transmissora de doenças como a babesiose equina e, principalmente, a febre maculosa — popularmente chamada de febre ou doença do carrapato. Em geral, costuma se fixar em animais domésticos e silvestres.
Conhecer medidas para evitar o contato com a espécie é essencial, já que a febre maculosa é uma doença grave e pode ser fatal caso não seja tratada a tempo.
Como o carrapato-estrela transmite a febre maculosa?
O espécime é o vetor mais comum da febre maculosa, que também pode ser transmitida por outras espécies.
Na realidade, a infecção é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, também chamada de riquétsia, presente com maior frequência nesses carrapatos, mas também em alguns piolhos e pulgas.
A picada do carrapato transmite a bactéria que leva à doença em seres humanos. Para isso, o carrapato deve permanecer fixado à pele por pelo menos 4 horas.
Além da febre alta, a febre maculosa é caracterizada por manchas vermelhas no corpo, dores musculares e de cabeça. A doença não é transmissível de pessoa para pessoa. Embora seja tratável, é essencial iniciar o tratamento o mais cedo possível, caso contrário, pode ser fatal.
Outro tipo de bactéria da mesma família, a Rickettsia parkeri, costuma causar um quadro mais brando da doença.
+ Leia também: Quais são os sintomas da febre maculosa? Saiba como evoluem
Como evitar o contato com carrapatos-estrela
O carrapato-estrela costuma ficar aderido em equinos, bovinos, animais domésticos e silvestres, como capivaras.
Vale destacar que o aumento do número de capivaras em alguns ambientes tem sido relacionado aos casos de febre maculosa no país. A proliferação dos carrapatos-estrela também está associada ao desmatamento de alguns biomas como a Mata Atlântica e a Amazônia.
Geralmente, eles aguardam por um hospedeiro em folhas de arbustos e gramíneas, porque são incapazes de voar ou saltar. Portanto, as principais medidas para evitar o contato com carrapatos-estrela são:
• Evitar o contato com animais silvestres;
• Manter a grama aparada;
• Utilizar carrapaticidas com frequência nos animais domésticos ou de grande porte;
• Usar roupas que protejam a pele, como calças bem vedadas caso haja exposição a áreas de risco como matas ou descampados;
• Priorizar peças claras, que podem facilitar a identificação de carrapatos no tecido;
• Conferir toda a pele, principalmente entre dobras, como axilas, orelhas e virilhas, após retornar de passeios ou atividades no campo.
Lembre-se: os carrapatos não devem ser esmagados quando encontrados presos à pele, mas retirados delicadamente com o auxílio de uma pinça.
Qualquer sintoma como febre alta, dores de cabeça ou musculares exigem atenção médica com urgência, afinal a febre maculosa tem alta taxa de mortalidade quando não tratada a tempo.