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Os perigos do carrapato-estrela para a saúde

Principal vetor da febre maculosa, o aracnídeo se hospeda em animais domésticos e silvestres e sua presença é mais comum em áreas de desmatamento

Por Gabriel Bortulini
10 fev 2025, 10h31 •
carrapato estrela
Espécie de carrapato é vetor mais comum da febre maculosa, que pode ser fatal (Dr. Alexey Yakovlev/CC BY-SA 2.0/Flickr)
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  • O carrapato-estrela — cujo nome científico é Amblyomma cajennense —, também conhecido como micuim, é um aracnídeo presente em diversas partes do Brasil.

    A espécie é bastante conhecida por ser transmissora de doenças como a babesiose equina e, principalmente, a febre maculosa — popularmente chamada de febre ou doença do carrapato. Em geral, costuma se fixar em animais domésticos e silvestres.

    Conhecer medidas para evitar o contato com a espécie é essencial, já que a febre maculosa é uma doença grave e pode ser fatal caso não seja tratada a tempo.

    Como o carrapato-estrela transmite a febre maculosa?

    O espécime é o vetor mais comum da febre maculosa, que também pode ser transmitida por outras espécies.

    Na realidade, a infecção é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, também chamada de riquétsia, presente com maior frequência nesses carrapatos, mas também em alguns piolhos e pulgas

    A picada do carrapato transmite a bactéria que leva à doença em seres humanos. Para isso, o carrapato deve permanecer fixado à pele por pelo menos 4 horas.

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    Além da febre alta, a febre maculosa é caracterizada por manchas vermelhas no corpo, dores musculares e de cabeça. A doença não é transmissível de pessoa para pessoa. Embora seja tratável, é essencial iniciar o tratamento o mais cedo possível, caso contrário, pode ser fatal.

    Outro tipo de bactéria da mesma família, a Rickettsia parkeri, costuma causar um quadro mais brando da doença.

    + Leia também: Quais são os sintomas da febre maculosa? Saiba como evoluem

    Como evitar o contato com carrapatos-estrela

    O carrapato-estrela costuma ficar aderido em equinos, bovinos, animais domésticos e silvestres, como capivaras.

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    Vale destacar que o aumento do número de capivaras em alguns ambientes tem sido relacionado aos casos de febre maculosa no país. A proliferação dos carrapatos-estrela também está associada ao desmatamento de alguns biomas como a Mata Atlântica e a Amazônia.

    Geralmente, eles aguardam por um hospedeiro em folhas de arbustos e gramíneas, porque são incapazes de voar ou saltar. Portanto, as principais medidas para evitar o contato com carrapatos-estrela são:

    Evitar o contato com animais silvestres;

    Manter a grama aparada;

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    Utilizar carrapaticidas com frequência nos animais domésticos ou de grande porte;

    Usar roupas que protejam a pele, como calças bem vedadas caso haja exposição a áreas de risco como matas ou descampados;

    Priorizar peças claras, que podem facilitar a identificação de carrapatos no tecido;

    Conferir toda a pele, principalmente entre dobras, como axilas, orelhas e virilhas, após retornar de passeios ou atividades no campo.

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    Lembre-se: os carrapatos não devem ser esmagados quando encontrados presos à pele, mas retirados delicadamente com o auxílio de uma pinça.

    Qualquer sintoma como febre alta, dores de cabeça ou musculares exigem atenção médica com urgência, afinal a febre maculosa tem alta taxa de mortalidade quando não tratada a tempo.

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