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Mamografia aos 40: nova diretriz sobre câncer de mama para convênios

A recomendação da ANS inclui pessoas de 40 a 74 anos, com intervalo entre os exames definido pelo médico

Por Lucas Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 abr 2025, 12h07 | Atualizado em 11 abr 2025, 12h41
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Ministério da Saúde orienta que a mamografia de rastreamento é indicada para mulheres de 50 a 69 anos de idade, uma vez a cada dois anos (Foto: Cristine Rochol/PMPA/Divulgação)
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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ampliou a faixa etária para a realização do rastreamento do câncer de mama por usuárias de planos de saúde.

A recomendação inclui mulheres de 40 a 74 anos, com intervalo entre os exames de mamografia definido pelo médico, podendo variar entre um e dois anos ou a cada seis meses em casos de consistente histórico familiar da doença.

A decisão, publicada em março, ocorreu de maneira conjunta com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e representantes de outras entidades médicas.

Entre outros critérios acordados, consta que beneficiárias que possuem risco aumentado, de qualquer idade, poderão ser atendidas em rastreamento individualizado para a doença, conforme indicação médica e aceite do consentimento livre e esclarecido.

Para as mulheres acima dos 74 anos, o procedimento será personalizado, segundo a expectativa de vida da paciente.

+ Leia também: Nódulo na mama é sempre sinal de câncer? Conheça causas para as lesões

Rastreamento ativo

Outra novidade do documento destaca ainda que beneficiárias serão alvo de uma busca ativa bienal promovida pelas operadoras, visando o rastreamento da doença para o público de 50 anos a 69 anos.

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“Esse é um importante passo para mudar nossa realidade. Atualmente, quase metade dos diagnósticos desse tipo de neoplasia são realizados em estágios avançados da doença, o que impacta diretamente nas chances de cura e na qualidade de vida das pacientes”, destaca a médica mastologista Maira Caleffi, presidente fundadora da Femama e chefe do núcleo Mama do Hospital Moinhos de Vento.

De acordo com a medida, nenhuma operadora poderá negar o acesso ao exame de mamografia solicitado por médicos. Segundo a ANS, os ajustes não trazem alteração na cobertura obrigatória dos planos de saúde.

Para a Agência, a cobertura para mamografia bilateral é obrigatória, sem limitação de idade, e tem que ser realizada sempre que houver indicação médica.

+ Leia também: Alimentação e câncer de mama: como antioxidantes ajudam na prevenção?

Entidades discordam sobre idade ideal

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) recomenda o rastreamento do câncer de mama para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. De acordo com o Inca, a orientação tem como base as melhores evidências científicas disponíveis.

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Em janeiro, o instituto publicou posicionamento sobre a faixa etária adequada para realização da mamografia como método de rastreamento. O documento foi embasado em ampla revisão da literatura científica, incluindo 16 metanálises e oito ensaios clínicos.

Os achados apontam, majoritariamente, que não foram encontrados benefícios consistentes na prática para indivíduos abaixo de 50 ou acima de 69 anos.

Segundo o Inca, a sensibilidade do exame é significativamente menor em pacientes mais jovens, variando entre 53% e 77% a cada dois anos, em comparação com 88% na faixa etária atualmente preconizada.

“Esse fator contribui para a conclusão de que a ampliação do rastreamento para faixas etárias fora do intervalo recomendado não resultaria em benefícios concretos e sustentáveis ao longo do tempo”, informou o instituto em nota.

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