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Supercentenários brasileiros: segredos da longevidade intrigam a ciência

Grupo de pesquisa se dedica à investigação dos fatores genéticos e ambientais que contribuem para a longevidade saudável no país

Por Mateus Vidigal de Castro, pós-doutor em genética e pesquisador da USP*
9 fev 2025, 07h00
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Atualmente, tanto a mulher quanto o homem mais longevo do mundo são brasileiros (Foto: Javier Zayas Photography/Getty Images/Veja Saúde)
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O Brasil conta com mais de 37 mil centenários, segundo o Censo 2022, embora poucos sejam supercentenários, ou seja, pessoas com mais de 110 anos.

Inah Canabarro Lucas, uma freira brasileira, é uma dessas raridades. Reconhecida pelo Guinness Book of World Records como a pessoa mais longeva do mundo após a morte da japonesa Tomiko Itooka, ela celebrará seu 117º aniversário em maio deste ano. A impressionante longevidade de Inah é um testemunho vivo da resiliência e do vigor que caracterizam alguns superidosos brasileiros.

Outro caso notório ganhou destaque mundial recentemente: o cearense João Marinho Neto, de 112 anos, foi reconhecido como o homem mais longevo do mundo após o falecimento do britânico John Tinniswood, ocorrido no início de dezembro. Atualmente, tanto a mulher quanto o homem mais longevo do mundo são brasileiros.

+ Leia também: Quem quer ser um centenário?

Embora muitas alegações de longevidade ainda precisem ser validadas por meio de documentos oficiais, como certidões de nascimento, casamento e registros de batismo, um número significativo desses casos no país já cumpre critérios rigorosos de comprovação.

Nesse contexto, algumas organizações internacionais, como a LongeviQuest e a Gerontology Research Group (GRG), têm se dedicado a validar e catalogar supercentenários brasileiros. De acordo com essas entidades, no ranking mundial masculino de longevidade, três dos dez homens mais longevos são brasileiros.

Diferentemente dos estudos científicos sobre longevidade dos Estados Unidos, da Europa e dos países orientais, que se concentram nas populações caucasiana e oriental, a população brasileira é altamente miscigenada.

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Por aqui, os centenários estão distribuídos por todo o território nacional, desde grandes metrópoles, onde enfrentam altos níveis de estresse e poluição, até regiões com acesso precário à saúde.

+ Leia também: Os 9 segredos das “Blue Zones”, as regiões do planeta em que se vive mais

Essas adversidades reforçam a importância da genética no processo de envelhecimento e longevidade, permitindo que esses indivíduos, ao ultrapassarem um século de vida, consigam resistir aos desafios ambientais e manter sua vitalidade.

Nesse cenário, nosso grupo de pesquisa, o Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da Universidade de São Paulo (USP), sob a coordenação da geneticista Mayana Zatz, tem se dedicado à investigação dos fatores genéticos e ambientais que contribuem para a longevidade saudável.

Nosso objetivo é identificar e compreender os genes que, hipoteticamente, contribuem para uma vida mais longa e de qualidade na população miscigenada brasileira.

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Em laboratório, além de analisarmos o DNA dos supercentenários para identificar genes associados à longevidade, conseguimos gerar diferentes tipos de células a partir de uma simples coleta de sangue.

Por meio de técnicas avançadas, essas células sanguíneas são reprogramadas para se transformarem em células do coração, músculos, cérebro e outros tecidos. Isso nos permite investigar, com grande detalhamento, o funcionamento desses órgãos e os possíveis fatores que contribuem para a saúde desses indivíduos.

No futuro, esses estudos poderão contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos e terapias que beneficiem toda a população. Caso você conheça algum centenário ativo ou supercentenário, entre em contato conosco: dnalongevo@usp.br.

*Mateus Vidigal de Castro é pesquisador do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da Universidade de São Paulo e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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