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A performance dos atletas na era dos wearables

Relógios e pulseiras inteligentes, entre outras tecnologias vestíveis, representam a grande inovação no mercado e na prática esportiva

Por Thiago Rocha, doutor em ciência da computação* 30 mar 2022, 10h31 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h25
foto de mulher correndo com relógio e celular no braço
Novos smartwatches medem, além de frequência cardíaca e distâncias percorridas, oxigenação do sangue e composição corporal.  (Foto: Filip Mroz/ Unsplash/Divulgação)
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Há alguns anos, praticamente ninguém conseguiria prever que milhões de pessoas comprariam um relógio ou outro dispositivo vestível (os wearables) para monitorar a prática de exercícios físicos e checar sinais de saúde. Mas o fenômeno já é realidade.

O advento desses equipamentos possibilita hoje que atletas amadores e profissionais acompanhem, em tempo real, diversos parâmetros fisiológicos de forma não invasiva temperatura corporal, índice de massa corpórea (IMC), frequência cardíaca etc

Além disso, permite o acesso rápido a informações sobre a rotina de treinos e marcadores de atividade física como quantidade de passos dados e degraus subidos no dia.

Esse avanço tecnológico vem proporcionando a utilização dos dispositivos em diversos setores, entre eles o de saúde, o de games e a indústria esportiva. Com a necessidade do distanciamento social em função da pandemia, a venda de wearables no segmento fitness aumentou consideravelmente, gerando um mercado de bilhões em 2021.

Dentro dessa área, os dispositivos visam principalmente três objetivos: monitoramento de performance, prevenção de lesões e acompanhamento de parâmetros biomédicos.

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No monitoramento de performance, os sensores dos wearables fazem análises biomecânicas e auxiliam na execução e na intensidade dos movimentos e na melhora global do desempenho. Isso já é aplicado entre atletas que praticam golf, tênis e lançamento de discos, altamente relacionados aos movimentos projetados e realizados. A tecnologia ajuda a reduzir gradualmente os erros de execução.

Pensando nas lesões esportivas como torções de tornozelo e nas lesões por esforço repetitivo, ambas responsáveis por dores, os wearables podem ser utilizados para monitorar os movimentos em tempo real e auxiliar na detecção da fadiga muscular. Na academia, por exemplo, o aparelho sinaliza que um músculo está fadigado e sugere um intervalo de descanso.

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+ Leia também: Relógios e pulseiras inteligentes viram tendência fitness. Como escolher?

No acompanhamento de parâmetros biomédicos, os dispositivos rastrearão cada vez mais dados de saúde durante os exercícios. Além do ritmo cardíaco, podem avaliar perda de suor e oxigenação do sangue a fim de tomar ações preventivas e evitar problemas. A medida da frequência cardíaca ainda ajuda o atleta a analisar o progresso do treinamento e se houve, ou não, ganho de performance.

Nesse cenário, apostamos que o avanço tecnológico não para por aqui e, em breve, novas características poderão ser monitoradas e funcionalidades inovadoras irão surgir. E elas estarão ao alcance do seu pulso.

* Thiago Rocha é doutor em ciência da computação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e coordenador técnico do HDL, laboratório do Sidia Instituto de Tecnologia, em Manaus

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