Frutas secas: benefícios (e açúcares) concentrados
Alvo de polêmicas familiares na mesa de Natal, elas contêm fibras e nutrientes aliados da saúde, mas também são ricas em calorias

Com a chegada do Natal, a mesa se enche de tradições que vão além dos pratos principais. Um grupo de alimentos em especial sempre marca presença nessa época festiva, e pode ser tão bem-vindo quanto polêmico: as frutas secas.
Como parte da sobremesa ou trazendo um sabor agridoce aos pratos salgados, damasco, uva-passa, tâmara, ameixa e outras são tão emblemáticas quanto a troca de presentes.
Mas você conhece as diferenças nutricionais entre as frutas frescas e as versões secas? Vale a pena inseri-las na dieta para além do período de festas?
Seja pela saúde ou pela memória afetiva, elas merecem espaço – com moderação! A seguir, conheça seus benefícios.
Qual o diferencial das frutas secas?
Frutas secas são aquelas que passaram por processos de desidratação, diminuindo a água presente nelas ao mínimo. Essa transformação não é só estética. O processo concentra os nutrientes – fibras, vitaminas e minerais –, mas também os açúcares e as calorias.
Por isso, enquanto uma porção de uvas-passas possa trazer benefícios à saúde e servir como lanche saudável, exagerar na dose pode desequilibrar qualquer balanço calórico.
Vale esclarecer outra confusão comum: frutas secas não são o mesmo que frutas cristalizadas.
As frutas secas possuem, proporcionalmente, maior quantidade de açúcares do que as frescas porque essas substâncias se concentram com o processo de desidratação. Já as frutas cristalizadas recebem açúcar adicional ao longo do preparo – e, embora façam parte do clássico panetone de Natal, são uma opção menos saudável.
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Benefícios das frutas secas
Uva-passa

Amada por uns e odiada por outros, a uva-passa pode causar discórdia entre a família na ceia, mas os benefícios de frutinha à saúde devem pesar em seu favor: ela é rica em antioxidantes e minerais como potássio e cálcio. Ela auxilia no fortalecimento dos ossos e no funcionamento do sistema cardiovascular. Para quem pratica atividades físicas, ainda serve como fonte de energia rápida.
Aliada do intestino, a ameixa seca é famosa por suas fibras e compostos que estimulam o trânsito intestinal. Além disso, ela contém vitamina K e ferro, nutrientes importantes para a saúde óssea e prevenção da anemia. Ainda contém quantidades significativas de potássio e fósforo.
Essa fruta doce é uma fonte natural de potássio, que ajuda no controle da pressão arterial e da saúde cardíaca. Seu teor energético e a quantidade de frutose tornam a tâmara uma opção interessante para atletas ou como substituta de doces industrializados.
Outro destaque entre as frutas secas, o damasco é rico em magnésio e cálcio, essenciais para a saúde dos ossos e do cérebro. Suas fibras ajudam a regular o intestino, e o sabor levemente ácido combina perfeitamente com pratos salgados ou doces. Também serve como substituto para doces menos nutritivos.
Com poucas calorias e rica em fibras, a maçã desidratada é uma alternativa prática para quem busca saciedade sem sobrecarregar a dieta. Ela auxilia no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares. Serve para fazer chás e complementar a mesa natalina.
Moderação é a chave
Embora nutritivas, as frutas secas não devem ser consumidas em grandes quantidades. Porções pequenas de até 100 gramas são suficientes para aproveitar seus benefícios sem ultrapassar os limites de calorias ou de açúcar recomendados.
Pessoas com diabetes devem ter atenção redobrada: embora a fibra das frutas secas possa ajudar a controlar o índice glicêmico, o excesso de açúcares naturais pode ser prejudicial. Não deixe de prestar atenção na hora do supermercado – o risco aqui é confundir uma fruta seca com uma opção cristalizada, ainda mais açucarada.
As frutas secas são versáteis. Podem ser combinadas com iogurtes, saladas, granolas ou até mesmo consumidas puras, como um lanche. Nesta época de fim de ano, elas brilham nas travessas de arroz, nas farofas e nas carnes assadas. Alguns ainda as utilizam em sobremesas.
O importante é sempre consumi-las com moderação e consultar um especialista em nutrição para que sejam inseridas em uma dieta saudável e adequada ao seu organismo.