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Tartarectomia: procedimento ajuda a preservar saúde bucal dos animais

Técnica é apenas uma parte dos cuidados com os dentes dos pets, que devem também ser escovados regularmente

Por Valentina Bressan
20 jan 2025, 14h00
tartarectomia-cachorro
Avaliação da saúde bucal dos pets deve fazer parte das consultas de rotina com o veterinário (Freepik/Freepik)
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Se você já sentiu mau hálito ao receber aquele “lambeijo” do seu pet, pode ser que seu bichinho esteja com tártaro.

O problema é causado pelo acúmulo de restos de comida, saliva e bactérias nos dentes – com o tempo, a placa bacteriana formada se solidifica, da mesma forma que ocorre em humanos. 

Além da higiene regular, em alguns casos pode ser necessário realizar uma cirurgia chamada tartarectomia para remover o cálculo dental. 

Embora seja bastante comum, o tártaro pode facilitar a invasão da corrente sanguínea por bactérias e provocar doenças mais graves, como endocardite, além de prejudicar a qualidade de vida de cães e gatos. 

O que é tartarectomia?

A remoção cirúrgica do acúmulo de tártaro nos dentes é chamada de tartarectomia. O procedimento é um dos tratamentos periodontais, destinados a cuidar da saúde bucal e de suas estruturas. 

O médico veterinário deve avaliar não só a formação de tártaro nos dentes dos animais semestralmente, mas também investigar se outras condições de saúde podem estar associadas ao quadro.

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Como é feita a retirada de tártaro?

Para segurança do animal e do veterinário, a tartarectomia é realizada com o bichinho sedado com anestesia geral.

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Com um ultrassom, o tártaro é removido. Depois da raspagem, o profissional finaliza o procedimento polindo os dentes. Aqueles muito afetados podem ter de ser extraídos.

Antibióticos e antissépticos fazem parte do tratamento pós-cirúrgico.

Quais os sintomas de tártaro nos pets?

O principal sintoma da formação de tártaro é o mau hálito

A olho nu, é possível ver o acúmulo da placa bacteriana: os dentes dos bichinhos apresentam manchas amarelas ou amarronzadas. As gengivas podem ficar inflamadas e sangrar, e o animal pode babar em excesso. 

Em casos graves, pode haver perda de apetite devido à dificuldade para mastigar – o que pode resultar em sintomas como apatia e perda de peso. 

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Com as gengivas lesionadas, aumenta o risco de que as bactérias acumuladas na boca migrem pela corrente sanguínea, atingindo o coração e gerando infecção do revestimento do órgão, um quadro chamado endocardite.

Alterações nos rins, no fígado e nos pulmões também podem estar relacionadas ao acúmulo de tártaro.

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A tartarectomia é perigosa?

Se realizada por um veterinário capacitado, a tartarectomia não oferece grandes riscos aos pets. Há possibilidade de algumas complicações, como sangramento, inchaço e dificuldades para mastigar após o procedimento. 

É importante avaliar o estado de saúde antes de realizar a remoção do tártaro. Por ser uma cirurgia com anestesia geral, é importante ponderar os riscos, principalmente no contexto de animais idosos ou com doenças prévias.

Um hemograma e uma análise dos rins e do fígado podem ser recomendados para basear a decisão.

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Depois da operação, o cuidador deve administrar corretamente as medicações indicadas e garantir que o pet beba água e consuma alimentos macios durante a recuperação. 

Escovação é chave para prevenir problemas

Espécies menores e com mandíbulas mais finas são mais afetadas pelo acúmulo de tártaro nos dentes, mas todos os cães e gatos estão sujeitos a esse problema

A melhor prevenção é a escovação frequente dos dentes do pet. Com uma dedeira ou escova de dentes para criança, pasta dental própria para animais deve ser aplicada pelo menos três vezes por semana. Não use pasta de dente humana, que é inadequada para o organismo dos animais.

Petiscos que ajudam na saúde bucal e brinquedos que incentivem a morder são aliados que estimulam a raspagem dos dentes e a remoção de resquícios de alimento. 

O tártaro pode voltar a se formar mesmo após a tartarectomia, por isso os cuidados devem ser contínuos. O ideal é começar já quando os bichinhos são filhotes, para acostumá-los à rotina de higiene.

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Outra dica é oferecer comida seca, que estimula mais a mastigação, ajudando a remover restos de alimentos dos dentes. 

Vale lembrar que gatos também apresentam o problema – e aqueles positivos para FIV ou FeLV podem ficar mais vulneráveis ao desencadeamento de doenças por conta da inflamação.

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