Quando o coração do bicho adoece

Cães também podem desenvolver doenças cardíacas. Mas, se o dono está atento aos sintomas, esse tipo de problema é contornável

Por Thiago Nepomuceno
19 jul 2016, 13h54 • Atualizado em 21 jul 2017, 11h51
IStock
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  • A cadelinha Joana, de 10 anos, virou notícia recentemente. Vítima de uma pane no coração que a fazia desmaiar e ter convulsões, ela recebeu um marcapasso no Hospital Veterinário da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. Após a cirurgia, as síncopes cessaram. Apesar de o procedimento em si não ser corriqueiro, defeitos como o de Joana são até comuns, sobretudo nos bichos mais velhos e nas raças menores. Em geral não há cura, porém um tratamento adequado melhora a qualidade de vida do animal. “A maioria consegue conviver com o problema por um longo período”, atesta Danielle Graziani, proprietária da Pet Heart Cardiologia Veterinária, em São Paulo. Isso se fatores sabotadores, como o excesso de peso, não tomarem conta do pedaço.

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    As duas encrencas cardíacas mais comuns em animais

    Disfunção na válvula mitral: uma degeneração dessa estrutura atrapalha o fluxo sanguíneo na região.

    Cardiomiopatia: é quando o coração fica fraco e deixa de se contrair adequadamente.

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    Os sinais que indicam problemas no peito

    – Tosse: é a manifestação mais corriqueira. Se for insistente, vale visitar o veterinário.

    – Dificuldade para respirar: ofegar demais é indício de mal cardíaco ou respiratório. Testes firmam o diagnóstico.

    – Desmaio: embora mais raro, sinaliza uma circulação sanguínea pra lá de deficiente.

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    – Indisposição: desconfie se o animal está sempre amuado ou perde a energia rapidamente.

    – Alteração de comportamento: falta de apetite, desânimo e estresse acendem o sinal amarelo.

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