Fibromialgia: o peso da dor para a qualidade de vida dos pacientes
O tratamento busca ampliar a qualidade de vida, destaca reumatologista no episódio do podcast Olhar da Saúde

A fibromialgia é caracterizada pela manifestação de dores que se espalham por várias partes do corpo. Os pacientes também apresentam sintomas como fadiga, ansiedade, dificuldade para dormir, alterações de memória e prejuízos para a atenção.
De cada dez pessoas com a doença, de sete a nove são mulheres, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Contudo, o problema pode acometer qualquer indivíduo, nas mais diversas fases da vida.
Para abordar com profundidade o universo da fibromialgia, o podcast Olhar da Saúde recebe nesta semana a reumatologista Daniela Moraes, médica assistente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.
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“Não há uma gravidade, a pessoa não irá morrer por conta de uma fibromialgia, mas ela causa uma qualidade de vida muito ruim em boa parte dos pacientes”, afirma Moraes.
As causas do surgimento da síndrome não são totalmente esclarecidas. As hipóteses giram em torno de fatores genéticos, neurológicos, psicológicos ou imunológicos. O diagnóstico é clínico, realizado a partir de avaliação médica, sem a necessidade de exames complementares.
O tratamento tem como objetivo central promover o alívio dos sintomas e ampliar a qualidade de vida. A terapia é focada em estratégias não medicamentosas, com foco no exercício aeróbico regular, que induzem o aumento dos batimentos cardíacos e o esforço físico.
Entre os remédios comumente utilizados, estão a pregabalina e a duloxetina, que agem sobre a manifestação da dor. Dependendo do caso, relaxantes musculares, antidepressivos e analgésicos podem ser usados para alívio de sintomas diversos.
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