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Síndrome do pensamento acelerado existe? Entenda o problema

Condição psíquica pode ser reação mental natural ou sintoma para transtornos, mas não chega a ser considerada uma doença

Por Clarice Sena
Atualizado em 18 fev 2025, 13h20 - Publicado em 18 fev 2025, 13h16
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Apesar de não ser considerado uma síndrome independente, o pensamento acelerado é descrito como sintoma de outros problemas de saúde mental (Uday Mittal/Unsplash)
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Algumas vezes podemos sentir que os pensamentos correm como se saíssem de uma torneira impossível de fechar. Quem nunca teve essa sensação justamente quando fechou os olhos à noite antes de dormir? Parece que, naquele momento, todos os pensamentos que não surgiram durante o dia estão se manifestando.

Nas redes sociais, o fenômeno ganhou o nome de síndrome do pensamento acelerado. No entanto, o termo é incorreto: esse diagnóstico não existe. A suposta síndrome não é reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e não possui registro na Classificação Internacional de Doenças (CID).

Autoridades médicas do Brasil e do exterior, como o Conselho Federal de Psicologia brasileiro e a Associação Americana de Psiquiatria, tampouco caracterizam o comportamento como um distúrbio. Mas então, como explicar esse tsunami de pensamentos que pode trazer tanto desconforto mental e físico? 

Pensamento acelerado pode ser sintoma de transtorno mental

Apesar de não serem considerados uma síndrome, os pensamentos acelerados são identificados e descritos pela ciência.

Eles são compostos por três características principais: a superativação do pensamento, ou seja, a sensação de uma sequência muito rápida de pensamento; o fardo causado por essa superativação, aquela sensação desagradável de mente sobrecarregada; e a superexcitabilidade, associada à distração causada por essa torrente mental.

No caso da desatenção, o fenômeno é parecido com a divagação mental espontânea, atividade que acontece de forma involuntária e está relacionada à inquietação física e impulsividade.

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Esses fluxos de pensamentos podem aparecer em indivíduos sem diagnósticos de transtornos mentais, mas estão ligados à instabilidade afetiva e de humor que é característica do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e também do transtorno bipolar.

O TDAH é definido por níveis persistentes e prejudiciais de desatenção generalizada, hiperatividade e impulsividade. Pesquisas recentes têm analisado esse conjunto de sintomas, argumentando que a desregulação emocional e os pensamentos incessantes e desfocados também fazem parte do quadro.

Já no transtorno bipolar, os pensamentos acelerados são relativos principalmente a distúrbios da linguagem – os quais os pacientes apresentam falas desorganizadas, com mudanças súbitas de ideias e uso intensivo de trocadilhos.

Outros estudos indicam que os pensamentos acelerados também podem acometer com maior frequência pacientes depressivos e ansiosos. Há ainda evidências de que essa aceleração costuma ocorrer à noite, apontando uma relação com a insônia.

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+Leia também: 6 sinais de ansiedade que devem acender o alerta

Estratégias para identificar e combater os pensamentos acelerados

Antes de qualquer medida, é necessário avaliar o contexto em que os pensamentos acelerados aparecem para saber se estamos mesmo diante de um problema.

Ficar ansioso e até enfileirar pensamentos pode ser uma resposta natural do nosso cérebro diante de determinados eventos, como uma ocasião importante, grandes expectativas ou problemas pessoais.

Esse fluxo agitado pode até se manifestar como algo positivo, trazendo um aumento de produtividade e criatividade. Por outro lado, também pode levar à ruminação, tipo de reflexão repetitiva com foco nas emoções negativas. 

O acompanhamento com um profissional da área da saúde mental, seja um psicólogo ou psiquiatra, pode ajudar você a distinguir esses cenários e lidar com a enxurrada de pensamentos em cada caso. No meio tempo, algumas estratégias podem amenizar o problema:

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  • Reconhecer a presença dos pensamentos permite aceitá-los como um tipo de “barulho mental” que a mente produz. Essa perspectiva pode aliviar a sensação de desespero diante de um fluxo muito rápido ou um grande acúmulo de ideias;
  • Praticar exercícios de mindfulness ou meditação é uma forma de se conectar de forma sensorial com o momento presente. Tente focar em algo físico, como descascar uma laranja, por exemplo. Identifique o que você enxerga, o que sente na ponta dos dedos e o que saboreia com a boca, e assim por diante;
  • Ser ativo diante do fluxo mental promove uma sensação de controle. Depois de reconhecer e visualizar os pensamentos aglomerados, defina um momento em que você dedicará atenção somente a eles: pode ser agora ou depois. O importante é limitar um período para lidar com esse fluxo. No presente, você pode tentar se distrair focando em outras coisas para tirar o holofote dos pensamentos. Uma ótima ideia é partir para exercícios físicos, que ajudam na promoção do bem-estar. 
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