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Sentindo-se vazio? Saiba como vencer a apatia e o torpor

Práticas de aprendizado e conexão podem ajudar pessoas que se sentem afastadas de si mesmas, aconselha sociólogo

Por Larissa Beani
31 dez 2024, 08h00
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Estudioso das emoções, o sociólogo Corey Keyes lança livro sobre o entorpecimento (Alexandr Dubynin/Getty Images)
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“Um vazio indócil eclipsava todos os aspectos de uma vida que poderia ser considerada muito tranquila.” Essa sensação de viver no automático foi uma constante na juventude do sociólogo americano Corey Keyes, que, na vida adulta, enfrentou os diagnósticos de depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Seus desafios pessoais o levaram a mergulhar no universo das emoções e, assim, a compreender que aquele vazio incessante, compartilhado por tantas outras pessoas, precisava ser nomeado.

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Entorpecimento, ou definhamento — do inglês languishing —, é um estado mental de apatia e desinteresse pela vida que pode preceder transtornos depressivos e ansiosos.

Por isso, requer atenção e tratamento. Em Entorpecidos: Como Deixar a Apatia para Trás e Voltar a Se Sentir Vivo (clique aqui para comprar), o autor recupera seu conceito de florescimento para ajudar quem vive em torpor a encontrar novamente o prazer de viver.

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VEJA SAÚDE: O que é o entorpecimento e de que forma ele pode ser mitigado com o conceito de “florescimento”?

Corey Keyes: O entorpecimento é a ausência de satisfação, contentamento ou interesse em fazer algo. Você não sente que está contribuindo para alguma coisa nem que pertença a algum grupo ou lugar.

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É um estado que pode aparecer de forma leve, moderada ou severa, fazendo com que a vida pareça ser menos significativa e agradável. É o oposto do florescimento, que ocorre quando nos sentimos mais felizes e engajados na nossa forma de viver.

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Como esse estado se distingue da depressão?

A depressão surge na presença da tristeza e do desprazer combinados a sintomas que prejudicam nosso cotidiano, nosso funcionamento. Quando você está entorpecido, está preso no meio do caminho entre o florescimento e a depressão.

É uma descrição com a qual muitos podem se identificar. Em quais momentos é comum que essa apatia predomine?

Às vezes nós temos que priorizar o trabalho, por exemplo, e não temos tempo para as coisas que dão sentido à nossa vida. É verdade que algumas pessoas conseguem desenvolver um senso de propósito e crescimento no emprego, mas estudos mostram que elas são minoria.

As crianças tampouco desenvolvem sua plenitude apenas na escola. Isso ocorre porque um processo de desmoralização nos leva à apatia e ao torpor quando nos afastamos de valores que são importantes para nós.

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Um problema tão comum deveria ser mais discutido. Você diria que, hoje, há profissionais capacitados para abordar essa questão?

Uma das razões pelas quais eu escrevi o livro é porque nós precisamos que autoridades de saúde pública estejam atentas a isso e que profissionais saibam usar o Continuum de Saúde Mental, um questionário que avalia o bem-estar e indica quando e em que domínio da nossa vida é preciso intervir.

Se identificarmos precocemente que as pessoas estão definhando em algum grau, podemos evitar que muitas desenvolvam transtornos como depressão ou ansiedade.

Para aquelas que já têm um diagnóstico, é importante que sejam acompanhadas, já que a maioria dos tratamentos que temos hoje diminui os sintomas, mas não sana a causa do estresse — o que aumenta o risco de recaídas ou a recorrência.

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No livro, você propõe cinco “vitaminas” para sair desse estado de apatia. Como cada uma delas pode ajudar?

Aprender, conectar, transcender, ajudar e brincar são cinco práticas que nos aproximam do que realmente importa para nós e nos satisfaz. Primeiro, aprender algo novo, com vontade, é ótimo para ganhar confiança.

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Conectar-se com quem nos faz sentir bem também é essencial. Reverenciar os mistérios da vida, daquilo que nos transcende, é mais um caminho. Engajar-se em ajudar os outros pode nos dar propósito.

E, por fim, brincar, arriscar-se a fazer algo sem se preocupar com os resultados. Essas são as principais atitudes que nos aproximam do florescimento.

Entorpecidos: Como deixar a apatia para trás e voltar a se sentir vivo

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Entorpecidos: Como deixar a apatia para trás e voltar a se sentir vivo

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