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Quando o estresse vira burnout? Aprenda a diferenciar

Conheça os sinais característicos das duas condições e saiba como gerenciar melhor a sobrecarga

Por Miryam Cristina Mazieiro Vergueiro da Silva, psicóloga da Brazil Health*
16 jan 2025, 10h38
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Pesquisas indicam crescimento no número de casos de burnout no país e no resto do mundo. (Foto: Tomás Arthuzzi/SAÚDE é Vital)
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Você conhece alguém que apresenta sinais de fadiga constante, se queixa de problemas de memória, atenção ou raciocínio, sente dores cada dia em um lugar diferente do corpo ou não se sente descansado após uma noite de sono?

Essa pessoa pode estar dando sinais de que seu estresse ultrapassou o limite do normal e se tornou um problema. Entre estes indícios,  podemos destacar:

  • Acordar cansado;
  • Falta de energia para atividades que antes proporcionavam prazer;
  • Falta de disposição para o trabalho;
  • Dificuldade de concentração e queixas relacionadas à memória e à atenção;
  • Impaciência, irritabilidade e desânimo;
  • Queixas difusas que não se configuram como uma síndrome ou doença específica.

Sentir-se estressado é uma reação normal diante de situações que exigem esforço ou adaptação. Em algumas circunstâncias, o estresse pode até ser um impulsionador, ajudando-nos a sair da zona de conforto ou a superar a procrastinação.

No entanto, quando não conseguimos mais voltar a um estado de equilíbrio físico e mental, o estresse pode começar a causar danos significativos ao nosso corpo e mente.

+Leia também: Cansaço mental: o que fazer quando ele aparece? Vitaminas ajudam?

O que é burnout?

Frequentemente, o estresse que desestabiliza o indivíduo está relacionado ao trabalho, causando impacto físico quanto emocional. Quando identificamos que a principal fonte de estresse é essa, essa condição é chamada de síndrome de burnout.

O burnout é caracterizado por sofrimento mental decorrente de estressores no ambiente de trabalho, como:

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  • Sobrecarga de atividades;
  • Conflitos com colegas ou superiores;
  • Ritmo acelerado de trabalho;
  • Jornadas extensas;
  • Dificuldade em equilibrar a vida profissional e pessoal.

Características do burnout

Burnout é um estado identificado por três dimensões principais:

Exaustão emocional

Um dos primeiros sinais é a fadiga persistente. Indivíduos que antes eram produtivos podem começar a ter dificuldade em cumprir tarefas, tomar decisões e manter o foco.

Essa queda no rendimento está associada ao impacto do estresse crônico nas funções cognitivas, especialmente na atenção e memória.

Além disso, surgem alterações emocionais, como irritabilidade, mudanças de humor frequentes e desânimo, que afetam a interação social e a capacidade de lidar com situações no ambiente de trabalho.

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+Leia também: É preciso reverter a cultura do burnout

Despersonalização ou cinismo

A desconexão emocional é outro sinal comum. Pessoas com burnout podem começar a se distanciar emocionalmente do trabalho e das pessoas ao redor.

A perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas reflete o impacto do estresse crônico na capacidade de conexão e na vivência do presente.

Diminuição da realização ou eficácia profissional

A negação dos sinais é comum nos estágios iniciais do burnout. Indivíduos tendem a minimizar a exaustão e o desgaste, atribuindo-os a fatores temporários. Isso dificulta a busca por ajuda e perpetua um ciclo vicioso de sobrecarga.

A sensação de que o trabalho consome tempo e energia de forma desproporcional, prejudicando a vida pessoal, também é um alerta importante.

Como combater o estresse e o burnout?

É essencial reconhecer os sinais precoces para evitar que o problema se agrave. Algumas estratégias incluem:

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1. A arte de parar

Identifique os fatores que causam adversidade. Quanto mais desenvolvemos o autoconhecimento, mais facilmente conseguimos entender de onde vêm os estressores e criar estratégias para lidar com eles.

Pergunte-se:

  • Eu me conheço?
  • Qual área da minha vida não está bem?
  • A fonte dos estressores está na família, no trabalho, na vida financeira ou em outro aspecto?

O autoconhecimento e o autocuidado são pilares importantes da inteligência emocional. Desenvolvê-la ajuda a preservar a saúde mental, equilibrando as emoções e melhorando a tomada de decisões.

2. Estabeleça limites saudáveis

Muitas vezes, assumimos mais responsabilidades do que conseguimos lidar. Aprenda a dizer “não” quando necessário e a estabelecer limites para proteger seu bem-estar.

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Defina horários regulares para trabalho, descanso, lazer e tempo pessoal. Não se sinta culpado por priorizar suas necessidades.

3. Busque apoio social

Compartilhar sentimentos e preocupações com pessoas de confiança alivia o estresse e a ansiedade. Conversar pode trazer alívio, e, se necessário, procure a ajuda de um profissional de saúde mental.

+Leia também: Como diferenciar a ansiedade normal da patológica? Entenda o diagnóstico

4. Negocie consigo mesmo

  • Reserve tempo para si;
  • Aceite o que não pode ser mudado;
  • Observe seu ritmo e diminua se estiver muito acelerado;
  • Encare as dificuldades como desafios e oportunidades de aprendizado;
  • Pratique a contemplação: olhe para o céu, para a natureza ou para o mundo ao seu redor;
  • Exercite o ócio criativo: permita-se momentos de pausa para gerar novas ideias.

Estar atento aos sinais e buscar estratégias de autocuidado é fundamental para prevenir e gerenciar o estresse e o burnout. Lembre-se: cuidar de si mesmo não é egoísmo, é necessidade!

*Miryam Cristina Mazieiro Vergueiro da Silva é psicóloga do trabalho no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, diretora de psicologia da empresa Gattaz Health & Results (GHR) e coordenadora do curso de Especialização em Saúde Mental nas Empresas da Faculdade de Medicina da USP.

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(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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