Prescrições do editor: para não esquecer os tempos de peste
Três obras que, em gêneros diferentes, refletem sobre o que é (sobre)viver em épocas tenebrosas de epidemia

Não vivemos mais os dias conturbados da pandemia de covid-19, mas o vírus continua circulando e as ameaças de novos micróbios apocalípticos seguem no horizonte. Então convém não repetir os erros do passado.
Três livros publicados neste ano se prestam a esse tipo de reflexão e aprendizado.
História da Coluna Infame
Autor: Alessandro Manzoni
Tradução: Jorge Coli
Editora: Unesp
Páginas: 264
O ensaio do escritor italiano resgata e ilumina um episódio ocorrido no século 17 em Milão: a injusta condenação e morte de pessoas responsabilizadas por um surto de peste. Exemplo emblemático de como se inventam bodes expiatórios em meio às crises.
Noites de Peste
Autor: Orhan Pamuk
Tradução: Débora Landsberg
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 672
O novo romance do Nobel de Literatura turco tem como pano de fundo uma praga que se espalha numa ilha do Mediterrâneo oriental no começo do século 20. Algumas cenas, personagens e discussões ecoam a pandemia que vivenciamos há pouco.
A Peste: Viver a Morte em Nosso Tempo
Autora: Jacqueline Rose
Tradução: Flávia Machado
Editora: Fósforo
Páginas: 160
A pensadora inglesa parte do livro homônimo de Albert Camus, de 1947, para refletir, sob a sombra da covid-19 e de guerras contemporâneas como a da Ucrânia, o que é sofrer e morrer em nossa era.
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