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2025 começa com uma polêmica das grandes, envolvendo o uso de controversas terapias hormonais

Por Diogo Sponchiato
17 jan 2025, 14h30
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Uso desnecessário de hormônios pode ter consequências sérias à saúde  (Foto: celsopupo/Getty Images / Ilustração: Estúdio Tigre/Veja Saúde)
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Passamos de ano herdando uma polêmica das grandes.

Na verdade, o fenômeno nem é tão recente assim. Só metamorfoseou-se nos nomes, nas fórmulas, nas indicações. Esteroide, bomba, chip da beleza, implante, modulação hormonal… A ideia de introduzir hormônios no corpo para emagrecer, trincar os músculos, espantar o cansaço, ganhar libido e conquistar o passaporte da longevidade não é nova, mas subiu de patamar nos últimos tempos, espalhada e ampliada pela internet, inclusive pelos doutores das redes.

Todo mundo tem o direito de procurar soluções para melhorar de vida — em todos os sentidos. Mas o mínimo que se espera é que possamos tomar essas decisões amparados por informações e profissionais confiáveis.

A partir do momento em que cruzamos a linha de um consultório, imaginamos que alguém, dotado de conhecimento técnico, empatia e experiência, possa nos municiar com prescrições e conselhos baseados em princípios éticos e evidências científicas.

Nossos leitores talvez estejam cansados de encontrar essa premissa nestas páginas, mas ainda não inventaram melhor bússola para guiar decisões em saúde do que o respeito às regras da ciência. É com dedicação, investimento e transparência que os pesquisadores apontam se devemos apostar ou não em um tratamento.

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Nem sempre esse processo é simples e rápido. No entanto, as respostas e coordenadas mais seguras vieram, vêm e virão daí. Ah, mas nos bastidores da indústria farmacêutica, que produz em escala aquilo que foi validado por meio desse rito, há muita grana rolando, dirão alguns. Hipocrisia! Médicos contrários a vacinas extensamente estudadas são os mesmos que receitam produtos e terapias sem comprovação e lucram em cima deles.

E aí voltamos aos implantes hormonais. Com algumas exceções, o que inúmeros profissionais de jaleco estão vendendo hoje fere o primado de uma medicina ancorada em ciência.

Ao prometerem mundos e fundos com estratégias que carecem de teste e aval em pesquisas controladas, eles expõem, às vezes sem ter plena consciência, seus pacientes a uma série de riscos — frequentemente materializados em tragédias noticiadas pela imprensa e pelas redes sociais.

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O buraco talvez seja mais embaixo: como tantas entidades da área vêm defendendo, para mudar esse cenário é preciso rever o próprio ensino e a carreira médica no país. E tal reflexão fará ainda mais sentido quando você ler a reportagem de capa dos jornalistas Chloé Pinheiro e Pedro Nakamura, parte de um projeto investigativo apoiado pela respeitada Fundação Pulitzer.

Que, munidos de ética e ciência, possamos virar essa página.

Grande estreia

A revista VEJA, com mais de meio século de história, é famosa pelas suas Páginas Amarelas, que trazem entrevistas com personalidades da política, economia, cultura e outros campos do saber e da sociedade.

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Inspirada nesse símbolo do jornalismo brasileiro, VEJA SAÚDE inaugura em 2025 sua seção protagonizada por grandes conversas com grandes nomes da área, Anamnese.

Assim como o médico depende de um bom bate-papo para avaliar o paciente, acreditamos que, ao trocar ideias com lideranças, mentes brilhantes, profissionais de renome e autores seminais, poderemos enriquecer o debate e iluminar saídas para os desafios vigentes.

Para estrear com a pompa e a força que o espaço merece, trazemos Nísia Trindade, a ministra da Saúde, que faz um balanço da reconstrução do SUS e das intempéries no horizonte.

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