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Problemas de memória: como saber se pode ser Alzheimer?

A doença afeta progressivamente o cérebro, comprometendo habilidades como memória, raciocínio e levando a pessoa, de forma progressiva, à dependência

Por Conrado Borges, neurologista do Hospital Sírio-Libanês*
Atualizado em 29 jan 2025, 11h58 - Publicado em 24 jan 2025, 12h00
dia mundial do alzheimer
Novo exame é avanço no diagnóstico do Alzheimer. (Ilustração: Daniel Almeida/SAÚDE é Vital)
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Se você passou dos 50 anos, talvez já tenha percebido algumas novas dificuldades que antes não existiam. Lembrar nomes ou realizar muitas tarefas ao mesmo tempo já não parece tão fácil quanto antes.

Essas mudanças são normais, mas é natural que elas gerem preocupações: “Será que pode ser Alzheimer?” Você pode até lembrar de algum familiar ou conhecido que enfrentou essa condição.

De fato, a doença é muito comum e, com o envelhecimento da população, tem se tornado cada vez mais relevante na sociedade. Por isso, é essencial aprendermos a identificar os sinais iniciais e para agir o mais rápido possível.

+ Leia também: Alzheimer: 7 dicas para se comunicar com alguém com demência 

O que é Alzheimer?

Antes de tudo, é importante desfazer um mito: Alzheimer não é apenas “parte do envelhecimento”. Apesar de ser mais comum em pessoas idosas, essa doença não é uma consequência inevitável da idade. Muitas pessoas chegam aos 80 ou 90 anos com suas funções cognitivas preservadas.

No entanto, o Alzheimer afeta progressivamente o cérebro, comprometendo habilidades como memória, raciocínio e levando a pessoa, de forma progressiva, à dependência.

Por outro lado, durante o envelhecimento normal, é esperado que ocorra uma leve piora em algumas funções cognitivas, como a capacidade de guardar lembranças ou a manter a atenção. Mas essas mudanças são geralmente sutis e não comprometem a rotina de forma significativa.

A questão é: como diferenciar o que é natural do que pode ser um sinal de algo mais sério?

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Como diferenciar Alzheimer do envelhecimento normal?

Para ajudar nessa distinção, quatro perguntas podem nos ajudar:

1. Quais são as dificuldades cognitivas?

No trajeto natural do adiantar da vida, é comum esquecer nomes ou ter mais dificuldade em realizar tarefas intelectuais complexas. No Alzheimer, isso também ocorre.

No entanto, o que chama atenção é o prejuízo da memória episódica – aquela que usamos para lembrar eventos específicos da nossa vida. Os pacientes frequentemente esquecem detalhes ou até mesmo eventos inteiros, especialmente os mais recentes.

Por exemplo, podem não se lembrar de uma conversa que tiveram no dia anterior e, por isso, tendem a repetir perguntas ou focar-se excessivamente em histórias antigas. Além disso, podem ficar mais ansiosos ou irritados devido a essas dificuldades.

2. O quadro é progressivo?

Enquanto no primeiro caso a progressão é muito lenta e quase imperceptível, o Alzheimer apresenta uma piora mais clara, perceptível ao longo de poucos anos.

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3. As dificuldades afetam a independência?

Apesar do passar dos anos, as pessoas tendem a se manter independentes. Na demência, as limitações começam a interferir em atividades que a pessoa fazia sozinha. Isso inclui gerenciar contas, tomar remédios, preparar refeições ou acompanhar notícias.

Em profissionais ainda ativos, os sinais podem ser mais sutis, como maior dificuldade em lidar com tarefas simultâneas ou erros frequentes em processos antes considerados simples.

4. As pessoas ao redor estão preocupadas?

Outra diferença é que a pessoa sem a doença neurodegenerativa frequentemente se preocupa mais com as dificuldades cognitivas do que aquelas que vivem com o problema. Muitas vezes, o próprio paciente não percebe a gravidade de suas dificuldades.

Nesses casos, amigos ou familiares próximos costumam identificar os sinais e buscar atendimento médico. Essa percepção externa é um fator muito marcante para distinguir entre o que é normal e o que não é.

+ Leia também: Demência: quanto tempo de vida existe após o diagnóstico?

Por que o diagnóstico precoce é essencial?

Detectar os sintomas de Alzheimer precocemente pode fazer uma enorme diferença na vida do paciente e de sua família. Embora ainda não haja cura para a doença, a identificação ágil permite:

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Identificar outras causas tratáveis: muitas condições que afetam a memória, como depressão e problemas hormonais, podem ser tratadas se diagnosticadas a tempo.

Retardar a progressão: estudos mostram que a demência pode ser prevenida em cerca de 30% dos casos com mudança de estilo de vida, por meio de exercícios físicos, alimentação equilibrada, estímulos cognitivos e controle de condições como hipertensão e diabetes.

Planejar o futuro: com um diagnóstico precoce, é possível organizar rotinas, adaptar o ambiente e oferecer suporte emocional ao paciente e à família.

Apoio

Se você ou alguém próximo apresenta sinais de esquecimento ou mudanças cognitivas que não parecem normais, é fundamental buscar orientação médica.

Reconhecer os sinais rapidamente é mais do que uma questão de saúde, é uma oportunidade de preservar memórias, independência e qualidade de vida.

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Fique atento, converse com seus familiares e, ao menor sinal, procure um especialista. Informar-se sobre o Alzheimer é um passo importante para enfrentar a doença e dar mais dignidade e conforto ao paciente.

Conrado Borges é médico neurologista no Hospital Sírio-Libanês e doutor em Neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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