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O que é demência frontotemporal, doença de Maurício Kubrusly

Vida do veterano repórter após diagnóstico de DFT é tema de documentário recém-lançado no Globoplay

Por Maurício Brum
5 dez 2024, 15h33
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Jornalista de 79 anos recebeu diagnóstico em 2019 (Globo/Divulgação)
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Após marcar presença por décadas na TV dos brasileiros com suas reportagens no Fantástico, o jornalista Maurício Kubrusly se retirou dos holofotes e passou a viver no sul da Bahia com a esposa alguns anos atrás. O motivo: um diagnóstico de demência frontotemporal (DFT), uma doença neurodegenerativa que afeta o comportamento e a memória, recebido em 2019.

Revelado originalmente pelo próprio Fantástico, o problema de saúde do repórter de 79 anos voltou a atrair atenção nesta semana, com o lançamento do documentário “Kubrusly: mistério sempre há de pintar por aí”, exibido pelo Globoplay desde 4 de dezembro.

Mas, afinal, o que é a DFT? Saiba mais sobre a condição.

+Leia também: Demência frontotemporal: a doença da gafe

O que é a DFT e como ela surge

A demência do tipo frontotemporal é caracterizada por provocar alterações de comportamento e personalidade como sintomas mais claros, já no começo da doença. Ela costuma se iniciar mais cedo do que outras demências e também afeta a memória no longo prazo, embora esse não costume ser o primeiro sinal.

Por vezes, a DFT é referida como a “doença da gafe”, por levar a distúrbios comportamentais em que a pessoa pode apresentar perda da inibição, com episódios de impulsividade e condutas tipicamente vistas como inadequadas.

Cada paciente, porém, pode apresentar sinais diferentes. Em alguns casos, podem ser mais notórios episódios de afasia, que prejudicam a capacidade de se comunicar, tornando a pessoa aparentemente mais “fechada”.

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A DFT ganhou notoriedade nos últimos anos por afetar algumas personalidades conhecidas da TV e do cinema. Além de Maurício Kubrusly, outro famoso que recebeu o diagnóstico foi o ator norte-americano Bruce Willis.

Como tratar a DFT

A DFT não tem cura. O objetivo principal é controlar a progressão dos sintomas para garantir o máximo de qualidade de vida para o paciente, bem como propiciar um convívio mais satisfatório com familiares e outras pessoas próximas.

Medicamentos e terapia ocupacional costumam ser empregados em conjunto para prorrogar a autonomia do paciente. Dependendo dos sintomas, pode ser necessário recorrer a outros especialistas, como fonoaudiólogos para distúrbios da fala, ou fisioterapeutas caso haja comprometimento motor.

A melhor abordagem varia conforme as características individuais de cada caso e a fase da doença. A progressão, contudo, tende a acontecer a despeito das intervenções. O que se busca é amenizar os impactos no cotidiano.

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Qual a diferença para o Alzheimer?

Em nível biológico, há diferenças na parte do cérebro afetada por essa demência, bem como nos tipos de lesões observadas. Essa distinção pode ser útil na busca por um diagnóstico, especialmente em exames de imagem.

Na prática, a principal distinção ao olhar leigo costuma envolver dois pontos principais: a idade de início da DFT e os sintomas mais característicos nos primeiros momentos.

A demência frontotemporal costuma começar mais cedo, podendo se manifestar já a partir dos 40 anos, enquanto a maioria dos casos de Alzheimer se torna perceptível após os 65 (no entanto, não é impossível ter o chamado Alzheimer precoce, que se inicia bem antes).

Quanto aos sintomas, a DFT costuma provocar sintomas comportamentais bem antes das primeiras manifestações na memória. Em geral, os episódios de esquecimento surgem em etapas mais avançadas da doença, enquanto no Alzheimer eles costumam estar entre os primeiros sintomas mais notáveis.

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