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HPV de alto risco: quando devo me preocupar com a doença?

Pelo menos 12 tipos de HPV são considerados oncogênicos, ou seja, associados ao desenvolvimento de tumores, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Por Paulo Gallo de Sá, ginecologista do BrazilHealth*
3 fev 2025, 15h50
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Evitar a infecção pelo HPV poderia praticamente eliminar o câncer de colo de útero. (Foto: Veja Saúde/Veja Saúde)
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O HPV (papilomavírus humano) é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns no mundo.

Apesar de ser amplamente conhecida, a doença ainda provoca dúvidas em muitas pessoas, especialmente em relação aos tipos do vírus classificados como “alto risco”.

Esses são os que têm maior potencial de causar complicações graves, como câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, região anal e orofaringe.

+ Leia também: Como prevenir infecções sexualmente transmissíveis na região anal

Como ocorre a infecção?

O HPV é transmitido principalmente por contato direto com a pele ou mucosa durante relações sexuais. Na maioria dos casos, o sistema imunológico consegue eliminar o vírus espontaneamente, sem que a pessoa desenvolva sintomas.

No entanto, em alguns indivíduos, o vírus pode persistir, aumentando o risco de lesões precursoras de câncer.

Quando devo me preocupar?

Pelo menos 12 tipos de HPV são considerados oncogênicos, ou seja, associados ao desenvolvimento de tumores, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

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Dentre os que apresentam maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes ou lesões que antecedem a doença, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

A preocupação maior está nos casos em que o HPV persiste por longo tempo no organismo. Essa persistência pode ser identificada por meio de exames específicos, como o teste de HPV ou o Papanicolau.

Mulheres com HPV de alto risco devem ficar especialmente atentas a lesões no colo do útero, que podem ser detectadas precocemente e tratadas antes que evoluam para câncer.

+ Leia também: O que é o HPV e o que ele tem a ver com o câncer?

Como é feito o diagnóstico?

A citologia cervicovaginal (em fase líquida ou Papanicolau), exame ginecológico de rotina, é a principal ferramenta para identificar alterações celulares que podem indicar a presença de HPV de alto risco.

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Em alguns casos, é recomendável realizar o teste de DNA do HPV, que avalia se há a presença de tipos de alto risco. Homens e mulheres também devem estar atentos a lesões visíveis, como verrugas genitais ou anais, que podem indicar infecção.

O que fazer se o resultado for positivo?

Caso o HPV de alto risco seja detectado e o exame de citologia evidencie alterações celulares, é essencial seguir as orientações médicas.

A realização de colposcopia – exame que permite uma análise detalhada do colo do útero – é uma das etapas indicadas. Se lesões forem confirmadas, elas podem ser coletadas para análise (biópsia) e tratadas por procedimentos como a cauterização ou conização, que removem as áreas afetadas.

Como prevenir a infecção por HPV?

A prevenção é a melhor estratégia contra o HPV. A vacina contra o vírus é altamente eficaz e está indicada para meninos e meninas a partir dos 9 anos, antes do início da vida sexual.

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O uso de preservativos também reduz significativamente o risco de transmissão.

Quando procurar ajuda?

Qualquer sinal de alteração, como lesões ou sangramento anormal, deve ser avaliado por um médico. O acompanhamento regular com um ginecologista ou urologista é fundamental para o monitoramento da saúde reprodutiva e a prevenção de complicações.

Com informação e acompanhamento adequados, é possível prevenir e tratar as complicações associadas ao HPV de alto risco, garantindo mais segurança e tranquilidade.

*Paulo Gallo de Sá, ginecologista do BrazilHealth.

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(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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