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Câncer de colo de útero está com os dias contados

Exame ganha terreno para cercar a doença e vacinação avança entre crianças e adolescentes

Por Larissa Beani
27 dez 2024, 08h00
hpv-diagnostico
Teste de DNA-HPV consegue identificar câncer de colo de útero precocemente (Dercílio; Ilustração: Rodrigo Damati/Veja Saúde)
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A cada 83 minutos, uma mulher morre de câncer de colo de útero no Brasil. As vítimas têm, em média, 45 anos e diagnóstico tardio. Mas isso pode mudar!

Neste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou métodos moleculares mais precisos do que o papanicolau para detectar a doença.

“Um exemplo é o teste de DNA-HPV, que identifica o material genético do vírus e prevê lesões malignas dez anos antes que elas surjam”, explica o ginecologista Júlio Cesar Teixeira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O especialista é coautor de um estudo que avaliou a aplicação do teste em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Entre 2017 e 2022, foram rastreadas mais de 20 mil mulheres, das quais 29 desenvolveram câncer.

A boa notícia: 83% delas descobriram em fase inicial, com alta chance de cura.

A pesquisa foi publicado no respeitado periódico Scientific Reports e teve apoio da Roche Diagnóstica.

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+ Leia também: Câncer de colo do útero: pouco mudou em 25 anos

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Não ignore o papanicolau!

Enquanto os testes moleculares não chegam a todas as unidades de saúde, o papanicolau continua sendo o método mais confiável para detectar o câncer cervical.

No início, ele é feito anualmente, por dois anos consecutivos. Caso os resultados deem negativo, a mulher passa a fazê-lo a cada três anos. Em comparação, quando não são observadas alterações, o exame molecular só é refeito a cada cinco anos, tamanha a sua precisão.

Adesão à vacina contra o HPV

Dose única é adotada no ano em que se celebra uma década do imunizante no SUS

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Os primeiros dez anos da inclusão da vacina contra o papilomavírus humano no Programa Nacional de Imunizações (PNI) foram marcados por muitos percalços relacionados à aplicação do produto. Contudo, no início de dezembro, o Ministério da Saúde anunciou que o Brasil está muito perto de cumprir a meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a entidade internacional, para que a transmissão do patógeno seja freada, o ideal é que 90% das crianças e adolescentes de 9 a 14 anos estejam com o imunizante em dia.

Por aqui, 85% dos jovens nessa faixa etária já foram vacinados.

+ Leia também: Câncer de colo de útero: só o HPV está por trás?

Entre 2022 e 2023, houve um crescimento de 42% nas doses aplicadas. O salto se deve principalmente à maior procura pela vacina para a imunização de meninos, que aumentou 70%. Entre as meninas, público que já tinha uma alta taxa de vacinação, a busca cresceu 16%.

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Para aumentar as taxas de proteção, o Ministério da Saúde optou por adotar, a partir deste ano, a dose única nessa faixa etária. A picada está disponível no SUS e previne lesões e tumores no útero, na vagina, no ânus, no pênis e na garganta.

Por que aplicar

Fórmulas protegem contra doenças sorrateiras

Corpo blindado
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 90% dos casos de câncer por HPV são evitados por vacinas.

Meta ousada
Quase 50 milhões de casos de câncer cervical podem ser prevenidos até 2100 com imunização em massa.

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Mitos persistentes
Desinformação é o principal fator que impede a população, inclusive os jovens, de se proteger do papilomavírus.

Não só para elas
Homens fazem parte do ciclo de transmissão do HPV e desenvolvem cânceres. Por isso, devem ser vacinados.

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