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Estudo revela benefícios dos fitoterápicos para pessoas com sobrepeso e obesidade

Participantes apresentaram redução na circunferência abdominal, melhora na composição da microbiota intestinal e na qualidade do sono

Por Lucas Rocha
28 jan 2025, 15h32
fitoterapia anvisa
Para chegar aos resultados, foram recrutadas mais de 40 pessoas para os experimentos com suplementação (Fotos: Alex Silva/SAÚDE é Vital)
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No contexto da obesidade, é comum observar um foco na perda de peso, especialmente com a chegada e popularização das canetas emagrecedoras. Contudo, o conceito de saúde referente a essa população também envolve outros indicadores importantes.

Um novo estudo brasileiro revela como as plantas medicinais podem contribuir para melhorias na saúde metabólica e na qualidade de vida de pessoas com sobrepeso ou obesidade.

A pesquisa conduzida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), publicada na revista Scientific Reports, destaca o potencial dos fitoterápicos na remodelação da microbiota intestinal e na redução de marcadores inflamatórios, fatores críticos para o manejo da condição e de suas complicações.

Os cientistas partiram da avaliação dos efeitos de duas formulações nutracêuticas, termo utilizado para designar extratos de alimentos altamente nutritivos que atuam de maneira ativa e auxiliam o organismo em processos metabólicos.

As formulações continham prebióticos (frutooligossacarídeos, galactooligossacarídeos, β-glucanas de levedura), minerais (magnésio, selênio e zinco) e silimarina, um metabólito da planta medicinal Silybum marianum L. Gaertn (Asteraceae).

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+ Leia também: Fitoterapia: até que ponto ela pode ajudar?

Para chegar aos resultados, foram recrutadas mais de 40 pessoas para os experimentos com suplementação, com duração de 180 dias. Ao final, foram analisadas amostras de sangue e fezes.

Os especialistas avaliaram a microbiota intestinal, níveis de citocinas, medidas corporais, fatores relativos à qualidade de vida, humor e sono, além de indicadores metabólicos e hormonais.

“Os resultados indicaram que as formulações promoveram alteração positiva na composição da microbiota intestinal, favorecendo o crescimento de bactérias benéficas, especialmente a versão enriquecida com silimarina”, explica a farmacêutica-bioquímica Ana Flávia Marçal Pessoa, pesquisadora da USP e responsável pelo Laboratório de Plantas Medicinais, Nanocarreadores e Nutrição (La Pla.n.nta).

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Os achados foram promissores, começando pela redução no índice de massa corporal (IMC) e na circunferência abdominal. As melhorias também se estenderam à qualidade de vida, com destaque para padrões de sono mais regulares.

+ Leia também: Remédio ou cirurgia? Tratamento da obesidade pode incluir os dois

Outro parâmetro observado foi uma redução significativa na inflamação, mostrando um efeito positivo das suplementações, com destaque para a modulação de bactérias importantes para a manutenção da saúde intestinal, como a Eubacterium biforme e a Alistipes onderdonkii, que também podem diminuir o quadro inflamatório associado à obesidade.

Houve ainda queda de um marcador associado à lesão do fígado, característico da doença hepática gordurosa não alcóolica, que pode afetar essa população. Na parte hormonal, foi registrada uma diminuição dos níveis de cortisol, associado ao estresse.

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A pesquisadora da USP defende a avaliação da suplementação de forma individualizada, seja para uma pessoa com diabetes, obesidade, hipotireoidismo, distúrbios do sono ou ansiedade.

“Embora os resultados sejam promissores, é importante ressaltar que a suplementação deve ser acompanhada por uma mudança no estilo de vida. Quando realizada sem orientação ou de forma inadequada, ela pode prejudicar o organismo, causando até mesmo o desequilíbrio da microbiota”, enfatiza.

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