Zumba e saúde: mistura de ritmos pode ser aposta contra sedentarismo
Treino de dança que conquistou milhões de adeptos pelo mundo pode queimar calorias e ser estratégia para aumentar a resistência cardiovascular

Driblar o sedentarismo não é uma tarefa fácil, especialmente quando as opções de atividades físicas desagradam ou parecem enfadonhas.
Nesse cenário, a prática da Zumba ganha fama como uma alternativa animada para tirar o corpo do sofá. Criado na década de 1990 pelo treinador de celebridades Beto Pérez, o treino de dança une sessões de exercícios aeróbicos aos ritmos latinos salsa, rumba e merengue.
Desenvolvido na Colômbia, o programa de exercícios envolve atualmente todos os tipos de música e inclui coreografias menos formais do que as de uma aula de dança convencional. Os exercícios costumam ser feitos em grandes grupos de participantes. De acordo com o site oficial do treinador, são pelo menos 15 milhões de praticantes ao redor do mundo.
Quais os benefícios da Zumba para a saúde?
Os estudos que avaliam as qualidades da prática de Zumba apresentam algumas variáveis, considerando que turmas de dança são grandes e têm uma diversidade de condições físicas. A maioria dos grupos que praticam esse tipo de treino é formada por pessoas do gênero feminino, com uma média de idade de 41 anos.
Pesquisas investigaram os efeitos para a saúde de pessoas que participaram de classes com duração entre 40 a 60 minutos, de duas a três vezes por semana. Os resultados físicos? Pequenos, mas bastante benéficos.
As maiores contribuições se manifestam na parte social e psicológica, já que, além das interações em grupo, há uma sensação imediata de bem-estar durante a prática.
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A manutenção do hábito e da regularidade do movimento é um dos principais desafios para o cultivo de uma vida saudável. Nesse contexto, a criação de laços e o incentivo do grupo ajuda a ultrapassar a barreira da aderência à atividade.
Entre as vantagens físicas, temos alguns pontos notórios. Uma única sessão de Zumba pode levar à perda de aproximadamente 9,5 Kcal por minuto, chegando a queimar de 300 a 400 calorias por treino. Praticantes da dança também apresentam uma melhora no equilíbrio de água no corpo, diminuição da massa de gordura e um aumento simultâneo na massa muscular corporal.
A partir de 12 semanas bailando, aparecem benefícios como a diminuição de triglicerídeos e o aumento na produção de osteocalcina, a principal proteína envolvida na ligação do cálcio e na formação óssea – contribuindo para o enfrentamento da osteoporose.
Mas os ganhos começam a se manifestar pra valer após 16 semanas de treinamento, com melhora do ritmo cardíaco, capacidade de resistência e força dos membros inferiores.
O limiar aeróbio também aumenta, o que significa que o corpo aguenta uma intensidade maior de esforço antes de começar a acumular lactato – a substância que causa fadiga muscular e queimação.
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A importância de enfrentar o sedentarismo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a falta de atividade física é uma ameaça silenciosa à saúde global e contribui significativamente para o aumento das doenças crônicas. Na última década, o número de pessoas ao redor do mundo que não praticam nenhuma atividade aumentou de forma preocupante.
De acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Lancet, pelo menos 1,8 bilhão de adultos não praticaram os níveis recomendados pela OMS de atividade física em 2022. A entidade pede no mínimo 150 minutos por semana para atividades de intensidade moderada ou 75 minutos se a modalidade for de alta intensidade.
A inatividade diminui as funções físicas e cognitivas, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer, como os de mama e de cólon.