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“Descobri em um exame por que não melhorava da depressão”

Depois de anos tentando controlar a ansiedade e a depressão sem sucesso, dona Lourdes identificou em um teste genético que estava com o remédio errado

Por Lourdes Dal Prá, professora*
18 dez 2024, 17h06
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Testes genéticos estão se tornando mais comuns (Foto Tomás Arthuzzi/Arte em papel: Letícia Raposo/SAÚDE é Vital)
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Há muito tempo, iniciei um tratamento para ansiedade e depressão. Foram anos tensos, e cheguei a ser internada duas vezes. Mesmo medicada, não conseguia ficar bem nem entendia o motivo. Meu desânimo era constante, pois não enxergava melhoras.

Passei por três psiquiatras e nunca fiquei bem de verdade. Em 2019, tive uma recaída muito séria. Os sintomas eram tão fortes que achei que nunca mais ficaria bem. Já não falava coisa com coisa, tinha dificuldade na dicção, a boca travava, sentia vergonha, as mãos tremiam a ponto de não conseguir segurar algo na mão. Era um desespero, e perdi a vontade até de sair de casa.

Mesmo com o tratamento prescrito, cada dia era uma decepção. Estava sem forças, naquele desânimo total, com dores no corpo, acessos de choro e mal me alimentava. Tomava os remédios, mas não conseguia dormir. Eu não sabia, mas já estava intoxicada pelos medicamentos. Buscava forças na religião para encontrar uma saída.

Um belo dia, vi uma notícia sobre os exames farmacogenéticos e seu uso na psiquiatria. Imediatamente procurei saber mais e, com o apoio da minha família, decidi fazer o teste e apostar no tratamento baseado nos resultados.

Descobri, nas minhas pesquisas, que, na maior parte das vezes, o tratamento médico da ansiedade e da depressão funciona no método da tentativa e erro, e muitos pacientes não respondem à medicação ou à dosagem receitada. Encontrar o melhor caminho pode demorar meses ou até anos. O que funciona bem para uma pessoa não funciona para outra. E nisso continuamos sofrendo.

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A professora aposentada, de 60 anos: virada no tratamento após descoberta genética (Foto: Acervo pessoal/Reprodução)

+Leia também: Nova era no combate à depressão

Meu teste farmacogenético mostrou que, não bastasse o medicamento ser ineficaz no meu caso, eu ainda estava intoxicada pela droga. Isso dificultava ainda mais a recuperação.

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O primeiro mês com o novo tratamento foi o mais difícil, porque eu precisava tirar do meu corpo aquilo que vinha tomando esse tempo todo e introduzir a nova medicação. Mas, em coisa de dois meses, já com a terapia recém-introduzida, comecei a me sentir diferente, a autoestima e o sono melhoraram. Para surpresa de todos, eu já era outra!

Voltei a ser a Lourdes que um dia eu tinha sido. Hoje sigo o tratamento, com apenas duas medicações, e me sinto bem, completamente diferente de quando estava intoxicada. Me sinto viva e feliz!

* Lourdes Dal Prá é professora aposentada e tem 60 anos

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