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No fim das férias escolares, o resultado pode ser burnout parental

Rede de apoio é essencial para ajudar os pais no equilíbrio da rotina e evitar a exaustão

Por Eduardo A. Amaro, psicólogo*
31 jan 2025, 10h30
foto de mãe com o filho no colo apontando o dedo para um notebook
O convívio intenso com os filhos pode se tornar estressante nas férias (Foto: Helena Lopes/ Unsplash/Divulgação)
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O final de janeiro é, para muitos pais, um misto de alívio e cansaço extremo. Durante as férias escolares, muitos enfrentam um desafio inesperado: o risco de burnout parental.

Tradicionalmente associada ao ambiente de trabalho, a síndrome de burnout é caracterizada por exaustão emocional, falta de energia e baixa realização pessoal. No contexto familiar, especialmente em períodos como o descanso da escola, essa condição pode se manifestar de maneira intensa, devido ao aumento de responsabilidades e expectativas sociais.

Nesta época, a rotina familiar passa por uma transformação significativa. A ausência de atividades de ensino regulares, combinada com a pressão para proporcionar experiências de lazer e diversão para as crianças, pode aumentar consideravelmente a carga emocional sobre os pais.

Estudos destacam que a busca por criar memórias supostamente perfeitas nessa fase pode se tornar uma fonte de estresse adicional, intensificando a sensação de esgotamento.

+ Leia também: Quando o estresse vira burnout? Aprenda a diferenciar

O convívio intenso com os filhos, apesar de ser uma oportunidade para fortalecer laços afetivos, pode também se tornar estressante.

Os pais frequentemente se sentem pressionados a planejar atividades constantes, gerenciar conflitos entre filhos e equilibrar os cuidados familiares com suas rotinas de trabalho. Esse cenário pode levar a uma exaustão física e emocional significativa.

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Os sinais de burnout parental são claros: irritabilidade, sensação de estar sobrecarregado, distanciamento emocional e baixa autoestima em relação ao papel de cuidador.

Além de afetar o bem-estar dos pais, esse estado de exaustão pode prejudicar a conexão com os filhos, pois a fadiga parental tem consequências não só para os adultos, mas também para o desenvolvimento emocional e comportamental das crianças.

Os pais, assim como trabalhadores em um ambiente corporativo, muitas vezes não têm a opção de tirar férias de suas responsabilidades. Por isso, é fundamental contar com redes de apoio saudáveis que permitam compartilhar atribuições, principalmente durante a pausa escolar.

A gestão de tarefas domésticas, demandas familiares e obrigações profissionais, além da privação de sono e a busca incessante pela perfeição, pode levar ao esgotamento dos cuidadores.

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+ Leia também: “O burnout materno quase me tirou a alegria de ser mãe”

Autocuidado

Para combater o burnout parental, o suporte social é vital, mas o autocuidado também não pode ser negligenciado. Práticas como uma alimentação balanceada, exercício regular e momentos de relaxamento são essenciais.

Além disso, buscar uma escuta qualificada em saúde mental, como a oferecida por psicólogos, pode fazer diferença no enfrentamento das dificuldades associadas à parentalidade.

O papel do psicólogo é central nesse contexto, pois oferece acolhimento e trabalha demandas específicas de pais em busca de estratégias eficazes para prevenir ou enfrentar o problema. A chave está em reconhecer os limites e buscar recursos antes que a exaustão se torne insustentável.

Procurar ajuda não é apenas um passo em direção ao alívio pessoal, mas também uma maneira de garantir um ambiente familiar mais saudável e equilibrado.

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As férias escolares podem, sim, ser um período para fortalecer vínculos e criar memórias positivas, desde que os pais consigam equilibrar suas responsabilidades com cuidado e suporte adequados.

*Eduardo A. Amaro, psicólogo e coordenador do núcleo de Saúde Mental do Grupo Santa Joana.

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