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Férias e pacientes reumáticos: descanso não é igual a descuido

É extremamente importante manter tratamentos de doenças como o lúpus, além de tomar cuidados extras com a pele

Por Daniela de Moraes, reumatologista*
2 jan 2025, 08h00
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O verão chegou, mas não é motivo para descuidar da saúde  (Ilustração: O. Silva/SAÚDE é Vital)
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O verão chegou e, junto com eles, as férias, viagens e um merecido descanso. Muitas pessoas que sofrem com alguma doença aproveitam para relaxar, inclusive em relação aos tratamentos medicamentosos e outros cuidados necessários.

Doenças reumáticas, em especial as inflamatórias e autoimunes como a artrite reumatoide e o lúpus, só são controladas com o uso correto das medicações.

Infelizmente, alguns pacientes optam por suspender o tratamento temporariamente, seja porque têm receio da interação do medicamento com a ingestão de álcool que pretendem fazer, por dificuldade de transporte do remédio ou até por esquecimento de levá-lo. É extremamente importante que os medicamentos sejam continuados.

Ora, as doenças não tiram férias. E, com o descuido, elas podem entrar em atividade.

Como manter os tratamentos nas férias

No caso de comprimidos, a orientação é levá-los em bagagem de mão, em uma quantidade um pouco maior do que a necessária, pois podem ocorrer atrasos nas estradas, aeroportos ou outros incidentes.

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Para medicações biológicas injetáveis, caso sejam aplicadas na veia, uma programação, alinhando a aplicação fora da data da viagem é bem-vinda.

Se forem medicações com aplicação subcutânea, e a data da administração ocorrer no período da viagem, será necessário levá-las. Tais medicações são sensíveis e necessitam em sua maioria de refrigeração até o seu uso e devem ser carregadas em bolsa térmica com gelo químico.

Ter uma carta de seu médico informando que o paciente irá viajar com seringas/canetas e entrar em contato com a companhia aérea para uma melhor organização, são medidas necessárias.

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+Leia também: Em tempos de apagão, o que fazer com remédios que ficam na geladeira?

Cuidado extra com o sol

Outro ponto a ser destacado é a exposição solar.

Muitos são os benefícios trazidos pelo sol. Vários estudos têm associado a baixa exposição a um aumento do risco de hipertensão arterial sistêmica, doenças cardiovasculares, síndrome metabólica, diabetes e doenças musculares, além de maiores índices de depressão e suicídio.

A exposição solar ainda aumenta a produção de vitamina D, envolvida no metabolismo do cálcio e na saúde dos ossos. Mas ela pode trazer transtornos para algumas pessoas, em especial para as que têm lúpus eritematoso sistêmico.

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No lúpus, o sol causa uma reação imunológica na pele, desencadeando inflamação sistêmica e atividade da doença. As lesões de pele na dermatomiosite também podem sofrer efeitos prejudiciais com a exposição solar, pois são sensíveis ao sol. Ainda para aqueles que fazem uso de hidroxicloroquina, a exposição solar deve ser feita com proteção, para que não ocorra escurecimento da pele.

As palavras são planejamento e cuidado. Você tirará férias, mas sua saúde não precisar tirar. Aproveite com responsabilidade.

*Daniela de Moraes é reumatologista da Universidade de São Paulo  (USP) em Ribeirão Preto e membro da Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR)

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