10 conselhos de um médico para quem vai começar a se exercitar
Veja os principais cuidados para evitar lesões e se engajar de verdade na prática de atividades físicas

Um dos projetos mais constantes da lista de planos de cada um é iniciar uma atividade física. No entanto, para que o planejado não saia do roteiro, a prática, seja em academia ou em outras modalidades, exige cuidados para evitar problemas.
A seguir, listo 10 dicas para iniciantes aproveitarem ao máximo os benefícios dos exercícios sem comprometer a saúde, mas sim melhorando a qualidade de vida cada vez mais.
Encontre uma atividade prazerosa e orientada
A atividade física e esportiva traz benefícios enormes para a saúde, além de uma grande oportunidade de entretenimento e socialização.
Busque o que seja mais prazeroso para você e, ao iniciar a sua prática, esteja bem orientado por profissionais para ter os seus objetivos alcançados de maneira saudável.
Realize uma avaliação médica prévia
A atividade física regular é indicada e traz vantagens para pessoas em todas as faixas etárias, inclusive as com algum tipo de comorbidades, como sobrepeso, doenças reumáticas, osteoporose, fibromialgia e outras dores crônicas.
O início desta atividade sempre deve ser precedida de avaliação médica com foco cardiopulmonar e musculoesquelético.
Estas avaliações distintas vão ajudar na prescrição e, sobretudo, na orientação da prática físico esportiva mais adequada ao seu perfil.
Cuidados especiais no verão
No verão, quando existe uma tendência de praticar atividade física ao ar livre, como praias, clubes e praças públicas, há de se ter um cuidado a mais, e evitar temperaturas ambientes acima de 25º e alta umidade do ar.
O uso de vestes adequadas, protetor solar e hidratação são cuidados essenciais para um bom desempenho e para evitar problemas como insolação e desidratação.
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Atenção redobrada para a corrida ao ar livre
A prática de corrida ao ar livre, muito comum, deve ser cercada dos cuidados já listados e, ainda, da escolha do tênis adequado para esta prática.
Pessoas com sobrepeso e dores nas articulações de carga nos membros inferiores como pé, tornozelo, joelho, quadril e coluna devem procurar diagnosticar essas situações com um ortopedista com experiência no esporte, para evitar o agravamento do quadro clínico.
Na academia, comece com cargas leves e supervisão profissional
Evite o erro de começar com pesos excessivos ou treinos intensos. Inicie com cargas leves, focando na execução correta dos movimentos.
Sempre busque a orientação de um educador físico para garantir que sua postura e técnica estejam adequadas.
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Mantenha a postura correta em todos os exercícios
Durante qualquer exercício, assegure-se de que sua postura está alinhada. Ombros, coluna e quadril devem estar posicionados corretamente para evitar compensações que possam sobrecarregar articulações ou causar lesões musculoesqueléticas, especialmente na região lombar.
Respeite os limites do seu corpo
Escute os sinais do seu corpo durante os treinos. Se sentir dor ou desconforto incomum em alguma articulação ou músculo, pare imediatamente e informe o instrutor. Forçar além do limite pode levar a lesões sérias, como distensões ou rupturas musculares.
Varie os grupos musculares e descanse
Evite treinar os mesmos grupos musculares em dias consecutivos. A recuperação é essencial para o fortalecimento e prevenção de lesões.
Respeite os períodos de descanso entre treinos e invista em noites de sono de qualidade para permitir a regeneração muscular.
Dê atenção à mobilidade articular
Inclua exercícios específicos para melhorar a mobilidade das articulações, como quadril, ombros e tornozelos.
Articulações com boa mobilidade ajudam na execução correta dos movimentos e diminuem o risco de lesões por compensação ou rigidez.
Prepare-se para esportes recreativos
Atividades esportivas recreativas como futebol, tênis de quadra, voleibol, basquete e beach tennis exigem um condicionamento físico mínimo com exercícios de musculação e alongamento, com orientação de um educador físico para evitar lesões causadas por esforço repetitivo como as tendinopatias, lesões musculares e fraturas de stress.
Isso também minimiza as chances de trauma agudo como as entorses, as luxações e as lesões ligamentares, sobretudo dos tornozelos e joelhos.
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