Ácido kójico: para que serve e como usar o produto na pele
Produto é conhecido por inibir a formação de melanina, tornando-se um aliado no tratamento de manchas como as do melasma

O ácido kójico é muito utilizado para tratamentos na pele, especialmente no combate a manchas, como o melasma.
Presente na formulação de diferentes cosméticos em várias apresentações, o composto também pode ter indicação para outros problemas dermatológicos, conforme orientação médica.
Saiba mais sobre esse produto.
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O que é o ácido kójico?
O kójico é um tipo de ácido produzido por diferentes fungos. Um dos mais frequentes é o Aspergillus oryzae, conhecido no Japão como “koji” – origem do nome pelo qual o produto acabou se tornando conhecido.
A relação mais forte com o Oriente tem a ver com a presença constante do ácido kójico em produtos fermentados muito consumidos por lá, como o saquê e o shoyu. Hoje em dia, a substância também é sintetizada em laboratório para a produção industrial.
Em cosméticos, atua de modo a inibir a formação da melanina, o pigmento relacionado ao escurecimento da pele. Esse potencial o tornou uma matéria-prima recorrente em produtos para tratar manchas indesejadas.
Como usar o ácido kójico?
Para evitar irritações, o ácido kójico costuma estar presente em concentrações inferiores a 1% nos cosméticos em que está incluído.
Há uma grande variedade de apresentações: embora seja frequente encontrá-lo em cremes, o ácido também pode ser parte de formulações em séruns, pós, loções e sabonetes, por exemplo.
A melhor maneira de utilizar o recurso depende dos objetivos de cada pessoa e das características da pele. Isso porque, enquanto alguns produtos devem ser removidos imediatamente após a aplicação, outros precisam ser deixados na superfície corporal para absorção.
Há indicações que variam para peles secas ou acneicas, por exemplo. Por isso, o recomendado é sempre ouvir um médico dermatologista antes de iniciar o uso desse produto.
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Cuidados com o uso
O ácido kójico pode causar irritações na pele, especialmente quando encontrado em concentrações superiores a 1%. O efeito colateral mais comum é a dermatite de contato, que provoca vermelhidão e coceiras na área de aplicação.
Além disso, produtos contendo essa substância devem sempre ser aplicados sobre a pele íntegra – jamais em locais onde há algum tipo de ferimento, como cortes ou queimaduras.
Estudos também apontam uma possível relação entre a utilização continuada e uma maior sensibilidade a queimaduras solares, o que reforça a indicação para uso de filtro com proteção ultravioleta no dia a dia.
Caso você sinta qualquer efeito inesperado após utilizar cosméticos com ácido kójico, suspenda o uso imediatamente e procure orientação médica.