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O que é a fruta do milagre, que pode causar alergia

Fruto nativo da África tem substância que mascara gosto azedo de alimentos que são consumidos na sequência, mas caroço, semente e folhas são perigosos

Por Maurício Brum
23 jan 2025, 14h00
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Fruta tem um grande caroço preto dentro, que não deve ser mordido (MiracleFruitFarm/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons)
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A fruta do milagre, que ganhou fama nas redes sociais por mudar a percepção do gosto de alguns alimentos (fazendo o amargo virar doce), acabou chamando atenção nos últimos dias por um acidente: uma assistente de direção do programa Mais Você, da Globo, acabou tendo uma reação alérgica severa após morder sem querer o caroço da fruta.

“Eu chupei o bagaço e mordi o caroço”, explicou Maria Ligia Bedini à apresentadora Ana Maria Braga, no dia seguinte, relatando que sentiu um gosto muito forte e começou a se sentir mal. “Fechou a glote”, contou, descrevendo um sintoma clássico de um choque anafilático.

Bedini foi levada imediatamente ao hospital e ficou bem após o atendimento, mas o episódio despertou curiosidade sobre a tal fruta do milagre. Conheça mais sobre ela.

+ Leia também: A explosão das alergias: por que casos têm aumentado em todo o mundo?

O que é a fruta do milagre?

Nativa da África, essa fruta pequena e avermelhada tem o nome científico Synsepalum dulcificum. Muito consumida por populações nativas iorubá, a fruta e seu princípio ativo começaram a se popularizar nas Américas e na Europa a partir dos anos 1980.

O grande atrativo é justamente a capacidade de mascarar o gosto azedo de alguns alimentos, o que permite consumir puros alguns produtos que não são tão agradáveis ao paladar se ingeridos sem açúcar – o exemplo clássico é o limão.

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Essa propriedade rendeu o apelido de fruta do milagre ou fruta-milagrosa.

Como ela promove o tal “milagre” da doçura?

O segredo da fruta está em uma glicoproteína que ganhou o nome de miraculina. Quando uma pessoa mastiga o fruto, essas moléculas acabam se aderindo às papilas gustativas da língua, gerando um efeito temporário que impede a percepção de sabores amargos.

Embora a própria fruta do milagre não seja especialmente doce, ela gera essa percepção para alimentos que são consumidos na sequência. A duração do “milagre” varia de acordo com cada pessoa, dependendo da sensibilidade à miraculina e da produção de saliva, que vai eliminando a molécula da boca.

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Em média, os gostos “voltam ao normal” em cerca de meia hora.

+ Leia também: Doenças alérgicas: um problema de todos nós!

Quais os cuidados no consumo

A fruta em si não costuma causar problemas na maioria das pessoas, mas as folhas, o caroço e a semente são conhecidas por provocar reações alérgicas e queimaduras nas mucosas da boca e faringe. No caso da funcionária do Mais Você, o choque começou após morder acidentalmente o caroço.

Ao consumir a fruta, tenha cuidado para só morder ou chupar a parte carnosa dela. E, mesmo com essa atenção, não hesite em procurar um serviço de emergência se sentir alguma reação inesperada.

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Por afetar a respiração, um choque anafilático pode levar à morte se não for tratado de imediato.

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