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Dieta do ovo: entenda por que ela é uma péssima ideia

Ressuscitada por influencers sem qualquer formação em nutrição, dieta restritiva pode trazer mais problemas do que benefícios

Por Clarice Sena
18 dez 2024, 16h13
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hen eggs with panel on whitebackground (topntp26/Freepik)
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Uma das tantas dietas milagrosas voltou aos holofotes recentemente, quando a influenciadora Virgínia compartilhou em suas redes sociais que estava fazendo a dieta do ovo. Mas será que esse regime é uma boa opção para a saúde?

Para esta avaliação, primeiramente, vale analisar o plano alimentar em detalhes. O cronograma alimentar sugerido consiste em três refeições por dia, durante uma ou duas semanas, nas quais o ovo é o principal alimento.

No café da manhã, são dois ovos cozidos e uma porção de fruta. No almoço, um ovo cozido e filé de carne de sua preferência. E no jantar, dois ovos cozidos, uma xícara de salada e uma fruta cítrica de sua preferência. Entre as refeições, apenas água e chás naturais devem ser consumidos. Quaisquer outros alimentos não entram à mesa.

+Leia também: Jejum intermitente pode aumentar episódios de compulsão alimentar

Problemas da dieta do ovo

Sob a justificativa de que o ovo promove a saciedade entre as refeições e que a redução de calorias ao excluir outros alimentos promove o emagrecimento, fica claro que a dieta do ovo se trata de uma dieta restritiva, pois quase não contém outros alimentos e é fraca em nutrientes.

Algumas células do corpo são altamente dependentes de carboidratos e, como os ovos não possuem nenhum, o organismo não consegue se sustentar sem este nutriente tão importante. Podem haver efeitos colaterais, como cansaço, problemas de raciocínio, irritabilidade e mal-estar.

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Por muito tempo os ovos foram mal vistos pela nutrição, mas hoje em dia se sabe que eles são aliados em uma alimentação balanceada. Quem pratica exercícios físicos em busca do aumento de massa muscular pode se beneficiar das suas propriedades, já que são de fácil preparo e altamente proteicos.

Apesar dessa bela fonte de proteínas, lipídios monoinsaturados (gordura boa) e micronutrientes como o zinco, na dieta do ovo, a falta de fontes glicêmicas, vitaminas e quantidade insuficiente de fibras para um bom funcionamento do organismo constituem um grave problema.

A alta concentração de proteínas no organismo também pode gerar uma sobrecarga nos rins e no fígado, desencadeando problemas nesses órgãos.

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Por que dietas restritivas são ruins?

Restringir o consumo a um único alimento ou a um grupo de alimentos muito específico aumenta o risco de deficiências de nutrientes essenciais para manter as reações químicas naturais do organismo.

Essas deficiências podem provocar sintomas como fraqueza, desmaios, dores de cabeça, alterações de humor e até convulsões. Se mantidas por muito tempo, também podem desencadear alterações nas funções neurológicas.

A rápida perda de peso, mais tarde, pode gerar um efeito rebote, já que, sem a devida reeducação alimentar, é provável que o paciente que adota uma dessas dietas rapidamente recupere o peso perdido ou até mais do que o peso anterior. Por isso, dietas devem ser construídas por nutricionistas de forma a atender as necessidades individuais. Não há um modelo que funcione para todos do mesmo jeito.

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