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Doença mão-pé-boca: o que é, diagnóstico, sintomas e tratamento

Causada por um vírus, ela provoca pequenas bolhas pelo corpo e é mais frequente em crianças, principalmente as menores de 5 anos

Por Fabiana Schiavon
22 nov 2021, 17h02 • Atualizado em 29 abr 2025, 16h38
doença pé mão boca é contagiosa
Doença mão-pé-boca é altamente contagiosa e geralmente acomete crianças com menos de 5 anos. (Foto: Kipgodi/GI/Getty Images)
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  • O que é?

    A síndrome mão-pé-boca é causada pelo vírus Coxsackie, que ataca o aparelho digestivo. Ela é altamente contagiosa. Sua principal característica é a formação de pequenas bolhas na pele desses três locais do corpo – daí o nome da doença.

    Pode acometer adultos, mas é mais frequente em crianças, principalmente nos menores de 5 anos. Os sintomas duram cerca de uma semana.

    “A transmissão pode ocorrer dias antes do início da manifestação da doença até semanas após a infecção. O vírus transita por via respiratória ou pelas fezes da pessoa infectada”, explica Maíra Mastrocola de Campos Leite, pediatra e alergologista e imunologista pediátrica das clínicas Espaço Médico Descomplicado e Eludicar.

    Vale lembrar que a falta de higiene das mãos pode contaminar superfícies, facilitando a transmissão também pelo contato com certos objetos.

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    Principais sintomas do mão-pé-boca

    A febre e a dor de garganta vêm associadas a lesões vesiculares (pequenas bolhas) na boca, nas mãos e nos pés. Ainda podem ocorrer náuseas, vômito e diarreia.

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    “As lesões orais são como aftas e ficam bem doloridas, por isso as crianças têm dificuldade de comer e até de tomar líquidos”, relata a pediatra. É possível que as bolhas apareçam em outras partes do corpo, como cotovelos, tornozelos, glúteos e genitais – mas não é tão comum.

    Há casos de descamação das mãos e dos pés, além de descolamento da unha, de três a oito semanas após a infecção aguda.

    doença mão pé boca
    Além de pequenas bolhas nos pés, nas mãos e na boca, crianças podem ter febre e mal estar. (Foto: GI/Getty Images)

    Diagnóstico

    Devido às características das lesões e dos sintomas, um exame clínico do pediatra pode ser o suficiente para detectar a doença. Em caso de dúvidas ou se houver semelhanças com outros quadros, o médico pode solicitar exames de sangue.

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    Tratamento

    Como a doença é autolimitada (tem começo, meio e fim), o tratamento tem apenas o intuito de aliviar os sintomas. São utilizados analgésicos e antitérmicos, por exemplo.

    A internação se faz necessária quando a criança sofre desidratação por causa da dificuldade de ingerir líquidos. Contudo, essas situações são raras.

    Prevenção

    Como ainda não existe vacina contra o vírus Coxsackie, o jeito é evitar a transmissão. É preciso tomar todas as medidas de higiene, principalmente durante as trocas de fralda dos pequenos, e reforçar o hábito da lavagem das mãos entre as crianças maiores.

    Nesse período, outras medidas de proteção importantes são caprichar na limpeza de objetos e dos ambientes da casa, fora evitar beijos e abraços.

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    A criança doente deve ficar em casa, afastada da escola, durante o período indicado pelo médico.

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